13/09/2026

Cavalos-Marinhos - Poema de Carlos Cardoso


Pode ver outras incríveis criações digitais na minha galeria: Arte em AI



Há na palma de minha mão
um cavalo-marinho.
No fundo do que sou
mergulho
em raras profundezas.
Talvez assim entenda
que viver
não é acordar após dormir
e que não há maior beleza
que a solidão
e o fechar os olhos e partir.
Vejo que são rasas as pessoas
pelas partículas que vejo.
Se assim creio, assim crio
nesse mar selvagem
e apenas sumo
entre os redemoinhos
e os cavalos-marinhos
entre ondas
que abrigam e afogam
para dentro me jogam
me deixando lá.


Carlos Cardoso in 'Melancolia'




11 comentários:

  1. Dear friend Maria! Unfortunately, the Blogger Reading List hasn't updated for several days, and new posts aren't being published.

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  2. Very nice, Maria. We have a seahorse farm up the Tamar River, I've shown photos of it on my blog. You might recall.

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  3. Allargo la mà en una mar controlada,
    amagada en un recinte cristal•lí
    per avançar entre l’aigua salabrosa
    de la mar presonera.
    La deixà quieta en mig de la peixera,
    i al poc arriba com cada jorn,
    Primer dona voltes,
    després puja al palmell,
    i juga plegant la cua.
    Apareix més tard amb cura,
    l’altre cavallet.
    S’atura.
    Com si la mà fos d’ornament,
    s’apropa al seu company
    i nedant entre dits
    i estris de decoració
    fan de les seves.
    Jo convidat de pedra
    al poc, quan marxen
    em retiro,
    i mes lluny amb una intimitat
    que mai tindran els observo
    abans d’anar a llegir.

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  4. Um belo poema, gostei de ler.
    Não conhecia, obrigado pela partilha.
    Boa semana minha amiga.
    Um abraço.

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  5. Gracias por compartir con nosotros este bello poema con un animal marino tan delicado y bello.
    Veo que de tus publicaciones solo me faltaba de renovar esta, ya que llevo unos días sin recibir ninguna nueva.

    Saludos.

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  6. Me gusta el poema. Muchos besos.

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“Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós” (Antoine de Saint-Exupery).

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