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Paisagem Tropical AI - Pode ver
outras criações digitais na minha galeria: Arte em AI |
Não há, não,
duas folhas iguais em toda a criação.
Ou nervura a menos, ou célula a mais,
não há, de certeza, duas folhas iguais.
Limbo todas têm,
que é próprio das folhas;
pecíolo algumas;
bainha nem todas.
Umas são fendidas,
crenadas, lobadas,
inteiras, partidas,
singelas, dobradas.
Outras acerosas,
redondas, agudas,
macias, viscosas,
fibrosas, carnudas.
Nas formas presentes,
nos atos distantes,
mesmo semelhantes
são sempre diferentes.
Umas vão e caem no charco cinzento,
e lançam apelos nas ondas que fazem;
outras vão e jazem
sem mais movimento.
Mas outras não jazem,
nem caem, nem gritam,
apenas volitam v nas dobras do vento.
É dessas que eu sou.
António Gedeão,
Poesias Completas,
duas folhas iguais em toda a criação.
Ou nervura a menos, ou célula a mais,
não há, de certeza, duas folhas iguais.
Limbo todas têm,
que é próprio das folhas;
pecíolo algumas;
bainha nem todas.
Umas são fendidas,
crenadas, lobadas,
inteiras, partidas,
singelas, dobradas.
Outras acerosas,
redondas, agudas,
macias, viscosas,
fibrosas, carnudas.
Nas formas presentes,
nos atos distantes,
mesmo semelhantes
são sempre diferentes.
Umas vão e caem no charco cinzento,
e lançam apelos nas ondas que fazem;
outras vão e jazem
sem mais movimento.
Mas outras não jazem,
nem caem, nem gritam,
apenas volitam v nas dobras do vento.
É dessas que eu sou.
António Gedeão,
Poesias Completas,



Really beautiful!!!
ResponderEliminarTambém sou fã diversidade.
ResponderEliminarBjs, bfds
This is a beautiful tropical landscape!
ResponderEliminarInteresting poem, Maria.
ResponderEliminarThanks for your sharing
ResponderEliminarNo hay dos hojas iguales en toda creación, como no hay personas iguales en el mundo.
ResponderEliminarUn beso, maría.
Te invito también a pasar por mi espacio.
Buen fin de semana.
Gedeão e suas lindas poesias! Muito linda e tua imagem a acompanhou muito bem! Ótimo fds! beijos, chica
ResponderEliminarThis is one of those poems that starts simple and then quietly opens up on you. The idea that no two leaves are ever truly the same sounds obvious at first, but the way it’s explored makes it feel deeper, almost like it’s really talking about people rather than plants. The ending ties it together beautifully, especially that shift into “it is of these that I am,” which feels very personal and reflective.
ResponderEliminarPueden haber seres o cosas similares pero nunca dos iguales, como nos narra el poeta en este bonito poema.
ResponderEliminarSaludos.
very beautiful post
ResponderEliminarOlá, querida Maria, sou fã de António Gedeão, tenho em meu
ResponderEliminarblog "Pedra Filosofal" e com vídeo cantando por Manuel Freire,
na parte de poesias, adoro! Muito lindo.
Adorei tua postagem!
Beijinhos. Um ótimo fim de semana.
Lindo poema. Te mando un beso.
ResponderEliminarSo lovely, Maria. 🌸
ResponderEliminarThe poem reminds me how every leaf, every person, has its own way of being.
Your tropical image fits it so well-- soft and alive, just like the words.
So beautiful!
ResponderEliminarTak jsem si zarecitovala a slovo básníka přináší zklidnění a zamyšlení.
ResponderEliminarDěkuji za krásný příspěvek, Maria! 👍