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| Bela Aldeia - Pode ver outras criações digitais na minha galeria: Arte em AI |
Minha aldeia é todo o mundo.
Todo o mundo me pertence.
Aqui me encontro e confundo
com gente de todo o mundo
que a todo o mundo pertence.
Bate o sol na minha aldeia
com várias inclinações.
Ângulo novo, nova ideia;
outros graus, outras razões.
Que os homens da minha aldeia
são centenas de milhões.
Os homens da minha aldeia
divergem por natureza.
O mesmo sonho os separa,
a mesma fria certeza
os afasta e desampara,
rumorejante seara
onde se odeia em beleza.
Os homens da minha aldeia
formigam raivosamente
com os pés colados ao chão.
Nessa prisão permanente
cada qual é seu irmão.
Valências de fora e dentro
ligam tudo ao mesmo centro
numa inquebrável cadeia.
Longas raízes que emergem,
todos os homens convergem
no centro da minha aldeia.
António Gedeão
Teatro do Mundo, 1958
Todo o mundo me pertence.
Aqui me encontro e confundo
com gente de todo o mundo
que a todo o mundo pertence.
Bate o sol na minha aldeia
com várias inclinações.
Ângulo novo, nova ideia;
outros graus, outras razões.
Que os homens da minha aldeia
são centenas de milhões.
Os homens da minha aldeia
divergem por natureza.
O mesmo sonho os separa,
a mesma fria certeza
os afasta e desampara,
rumorejante seara
onde se odeia em beleza.
Os homens da minha aldeia
formigam raivosamente
com os pés colados ao chão.
Nessa prisão permanente
cada qual é seu irmão.
Valências de fora e dentro
ligam tudo ao mesmo centro
numa inquebrável cadeia.
Longas raízes que emergem,
todos os homens convergem
no centro da minha aldeia.
António Gedeão
Teatro do Mundo, 1958



Bom dia:- Poema lindo de ler. Grato pela partilha.
ResponderEliminar.
Saudações poéticas
.
Esse poema é lindo !
ResponderEliminarGostei muito da tua imagem também!
beijos, chica
Very beautiful!
ResponderEliminarThat is a sweet poem. Maria.
ResponderEliminarLes villages sont des berceaux mais aussi parfois des prisons.
ResponderEliminarTrès beau poème et ta photo de village respire la paix et la quiétude. Il existe mais surtout dans nos coeurs.
Bisous.
Boa noite Maria,
ResponderEliminarMagnifico este poema de António Gedeão!
As aldeias (ou a minha aldeia) também me dizem muito, embora o que me resta da minha são as memórias e as saudades dos que partiram.
Beijinhos e uma boa noite descansada.
Emília
Genial poema. Te mando un beso.
ResponderEliminarI love how the poem makes the village feel like the whole world.
ResponderEliminarThe words and your village image go together beautifully.
Uma delícia.
ResponderEliminarBjs, bfds
Thanks for your sharing have a lovely weekend
ResponderEliminarI love how it shows a village as something much bigger than a place, almost like the whole world is connected despite all our differences. The contrast between division and belonging makes it really thought-provoking.
ResponderEliminarIlustraste con una bonita creación es magnifico poema, Un poema que no solo tiene un gran valor literario, también debemos sacar esa bonita lección de que pertenecemos ese único pueblo que es nuestro planeta.
ResponderEliminarSaludos.
Beautiful!
ResponderEliminarMuy bonito poema María. Muchos besos.
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