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08/09/2026

Soneto - Poema de Alphonsus de Guimaraens Filho


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A uma réstia de sonho chamam vida.
A uma sombra maior chamam-lhe morte.
Vida e morte, não mais, pouso e suporte,
sopro de permanência e despedida.

Uma treva febril noite é chamada.
A uma luz mais febril chamam-lhe dia.
E entre elas se põe a estrela fria
que irrompe como flor da madrugada.

Paira em tudo um silêncio que anoitece,
que amanhece, e que vence todo ruído,
e como sol não visto num perdido
horizonte se esfaz e se retece.

Tudo é longe demais, por demais perto.
E a alma, que faz neste feroz deserto?


Alphonsus de Guimaraens Filho




17 comentários:

  1. Lindo poema e que nunca percamos a capacidade de sonhar! beijos, chica

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  2. Hay un gran abismo entre la vida y la muerte. Sabemos como es la vida, pero desconocemos que pasará cuando abandonemos este mundo.
    Que tengas una buena semana.

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  3. Amiga Maria, bom dia de paz!
    Entre sombras vamos vivendo o melhor que pudermos.
    Tenha dias abençoados!
    Beijinhos fraternos

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  4. Un bello soneto que va del negro al blanco y también nos dejas trazos grises con una gran belleza.

    Saludos.

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  5. That poem is incredibly beautiful and touching.

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  6. The imagery of silence dissolving and re‑weaving is so moving. Thank you for sharing, Maria.

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  7. Marie, musím říct, že málokdy překladač přeloží báseň tak dobře, jako tentokrát! To se povedlo a děkuji, že jsem mohla poznat tohoto básníka.

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  8. Uma partilha absolutamente bela!!
    -
    Coisas de uma Vida....
    -
    Beijos
    Boa semana

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  9. La vida es un aprendizaje permanenete...de nosotros depende con que nos quedamos.

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  10. Muy bonita María. Muchos besos.

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