terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Saudação da Saudade




Minha saudade
saúda tua ida
mesmo sabendo
que uma vida
só é possível
noutra vida

Aqui, no reino
do escuro
e do silêncio
minha saudade
absurda e muda
procura às cegas
te trazer à luz

Ali, onde
nem mesmo você
sabe mais
talvez, enfim
nos espere
o esquecimento

Aí, ainda assim
minha saudade
te saúda
e se despede
de mim


Alice Ruiz

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

✿ ESTRELÍCIA, Ave do Paraíso




As flores das estrelícias são lindas, sendo esta planta também conhecida como Ave-do-paraíso.






São originárias da África do Sul e pertencem à família Strelitziaceae. O seu nome científico é Strelitzia reginae.




O seu nome científico é Strelitzia reginae. O termo científico "Strelitzia reginae" do Latim = estrelícia da rainha, em homenagem à rainha Carlota de Mecklemburgo-Strelitz, esposa do rei Jorge III de Inglaterra, morta em 1818.






É uma planta herbácea, perene rizomatosa com aproximadamente 1,20 m de altura, de folhas duras, grandes e ovoladas com pecíolos bastante compridos.




Deve ser cultivada em solo arenoso, rico em matéria orgânica e bem drenado. Aprecia climas amenos e em pleno sol ou meia-sombra. Aprecia climas amenos. Ficam muito bonitas se cultivadas em grupos, como maciços.





É cultivada em jardins de regiões tropicais e sub-tropicais e bastante apreciada pela beleza das suas flores, que com aproximadamente 15 cm são de cor laranja e azul e assemelham-se à cabeça de uma ave do paraíso.





As flores são muito atrativas para os beija-flores e têm longa duração depois de cortadas. São o símbolo da cidade de Los Angeles.




Texto explicativo: Wikipedia
Fotos: Pessoais


domingo, 29 de janeiro de 2017

As rosas do Tempo





Admirável espírito dos moços,
a vida te pertence. Os alvoroços,

as iras e entusiasmos que cultivas
são as rosas do tempo, inquietas, vivas.

Erra e procura e sofre e indaga e ama,
que nas cinzas do amor perdura a flama.



Carlos Drummond de Andrade


sábado, 28 de janeiro de 2017

Gárgulas e Quimeras




As gárgulas são estátuas com faces que podem ser humanas ou de animais.  Na Idade Média, eram ornadas com figuras monstruosas, humanas ou animalescas, comummente presentes na arquitetura gótica. A sua função era escoar as águas pluviais a certa distância da parede, são pois uma parte saliente das calhas de telhados.






O termo gárgula é uma derivação da palavra francesa gargouille, que significa gargalo ou garganta. Em Latim gurgulio. Palavras similares derivam da raiz gar, engolir, a palavra representando o gorgulhante som da água.






As quimeras, ou figuras grotescas, são um tipo de escultura similar mas que não tem como função o escoamento das águas dos telhados, sendo apenas uma peça ornamental e artística. Elas são também popularmente conhecidas como gárgulas.








O termo gárgula inclui todo o tipo de imagem. Existem gárgulas ou quimeras esculpidas como monges, como animais, combinação de animais reais e pessoas, no entanto a maioria são figuras grotescas.










Fotos: Pessoais


sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Mar Desconhecido




Sinto viver em mim um mar ignoto,
E ouço, nas horas calmas e serenas,
As águas que murmuram, como em prece,
Estranhas orações intraduzíveis.

Ouço também, do mar desconhecido,
Nos instantes inquietos e terríveis,
Dos ventos o guaiar desesperado
E os soluços das ondas agoniadas.

Sinto viver em mim um mar de sombras,
Mas tão rico de vida e de harmonias,
Que dele sei nascer a misteriosa

Musica, que se espalha nos meus versos,
Essa música errante como os ventos,
Cujas asas no mar geram tormentas.



Augusto Frederico Schmidt 


quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Saudade - Poema de João Guimarães Rosa




Saudade de tudo!...
Saudade, essencial e orgânica,
de horas passadas
que eu podia viver e não vivi!...
Saudade de gente que não conheço,
de amigos nascidos noutras terras,
de almas órfas e irmãs,
de minha gente dispersa,
que talvez ainha hoje espere por mim...

Saudade triste do passado,
saudade gloriosa do futuro,
saudade de todos os presentes
vividos fora de mim!...

Pressa!...
Ânsia voraz de me fazer em muitos,
fome angustiosa da fusão de tudo,
sede da volta final
da grande experiência:
uma só alma em um só corpo,
uma só alma-corpo,
um só,
um!...
Como quem fecha numa gota
o Oceano,
afogado no fundo de si mesmo...


João Guimarães Rosa


quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

JANELAS de AMESTERDÃO




Como muitos amigos sabem adoro tirar fotografias a janelas.




Hoje vou deixar aqui JANELAS de AMESTERDÃO.







Muitos edificios têm no topo uma roldana, onde é colocada uma corda, para depois fazer subir objectos que não conseguem passar pelas escadas. Nunca tinha visto! 










Várias casas têm a data da sua construção





Grande parte dos edificios que vi são lindíssimos.










"E da janela do quarto, vendo uma vida de estrelas passarem por seus olhos, algo lhe dizia: - Tá vendo aquele mundo lá fora? É seu, vai pegar." Caio Fernando Abreu)

Fotos: Pessoais