quarta-feira, 19 de julho de 2017

Cais - Poema de Fernando Namora





Ténue é o cais
no Inverno frio.
Ténue é o voo
do pássaro cinzento.
Ténue é o sono
que adormece o navio.
No vago cais
do balouço da bruma
ténue é a estrela
que um peixe morde.
Ténue é o porto
nos olhos do casario.
Mas o que em fora nos dilui
faz-nos exactos por dentro.


Fernando Namora, in 'Marketing'




3 comentários:

  1. Que lindo poema,querida amiga Maria.
    Adoro seu espaço porque fico conhecendo novos poetas.

    Imagem belíssima.

    Recebi sua atualização porque seu blog está na minha lista de "Blogs a visitar",à direita do meu,com seu nome.

    Beijos sabor carinho e uma terça-feira de paz profunda

    Donetzka

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  2. Maravilhoso poema que partilhou querida amiga ,muito obrigado ,beijinhos muitas felicidades

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  3. Um belíssimo poema, que ainda não conhecia, deste grande autor!
    Adorei ler! Beijinhos
    Ana

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“Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós” (Antoine de Saint-Exupery).

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