quarta-feira, 17 de maio de 2017

Desencanto - Poema de Alvina Tzovenos




E na tarde que foge
Ao correr vou buscá-la.
Contar-lhe todos os meus sonhos
pedir sorrisos ao beijá-la.


Mas. . . silenciosa ela zomba
nem me estende suas mãos,
. . . já é fruto de sombra!


Quero luz! não sua morte.
Mas tão lenta e tão triste
. . . já pressente sua sorte.


Lá vai ela. . . pobre tarde
carregada em soluços.
Traz nas cores tantos mundos
. . . de um só mundo que parte!



Alvina Tzovenos, in “Buscas de Infinitos” 



1 comentário:

  1. Um desencanto cheio de encanto querida amiga, amei ,muitos beijinhos no coração felicidades

    ResponderEliminar

“Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós” (Antoine de Saint-Exupery).

Obrigado pela sua visita e pelo carinho que demonstrou, ao dispensar um pouco do seu tempo, deixando aqui no meu humilde cantinho, um pouco de si através da sua mensagem.