terça-feira, 11 de abril de 2017

Canção - Poema de Alexandre O'Neill






Que saia a última estrela
da avareza da noite
e a esperança venha arder venha arder em nosso peito

E saiam também os rios
da paciência da terra
É no mar que a aventura
tem as margens que merece

E saiam todos os sóis
que apodreceram no céu
dos que não quiseram ver
— mas que saiam de joelhos

E das mãos que saiam gestos
de pura transformação
Entre o real e o sonho
seremos nós a vertigem

Alexandre O’Neill

7 comentários:

  1. Alexandre O'Neill, Ary dos Santos... sabiam como ninguém fazer canções, com letras incríveis... e poderosas...
    Adorei o poema, de que não me lembrava...
    Passando para deixar um beijinho, e votos de uma feliz semana!
    Ainda vou ter uns dias mais ocupados, esta semana, mas virei no final da mesma, com tempo, espreitar as últimas novidades, por aqui, que não tenho conseguido vir apreciar com tempo e calma, como gosto de fazer, em relação ao que a Maria sempre nos deixa com tanto encanto!
    Beijinhos
    Ana

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  2. Belíssima partilha querida amiga, desejo-lhe uma terça-feira muito feliz beijinhos

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  3. Bom dia, Maria!
    Um belo poema que nos faz apreciar tudo de melhor que ficou guardado ou escondido, sem uso. Seremos a vertigem!!!

    Abraços esmagadores e Feliz Páscoa!

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  4. Proteger os joelhos,
    por tudo vale a pena
    esse belíssimo poema
    o li sem fazer gestos!

    Tenha uma boa tarde amiga Maria, um abraço,
    Eduardo.

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“Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós” (Antoine de Saint-Exupery).

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