sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Ouvindo





O bater do sino
plangente a perguntar
respondo-lhe
-minhas canções
ainda não adormeceram em paz
-meus rios continuam perdidos.
Bate o sino
grávido de pressentimento
austero
sonhador do amanhã
a martelar consciências
chorando melancolia
e a falar como quem morre.
bate o sino
é hora de calar
ouvir aqui dentro
bem dentro, um outro sino
a soluçar, soluçar.


Alvina Nunes Tzovenos, in “Palavras ao Vento” 

3 comentários:

  1. Boa noite Maria,
    Que lindo poema.
    Grande beijo e um ótimo domingo.

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  2. Um poema que desconhecia e adorei descobrir por aqui...
    Bjs
    Ana

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“Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós” (Antoine de Saint-Exupery).

Obrigado pela sua visita e pelo carinho que demonstrou, ao dispensar um pouco do seu tempo, deixando aqui no meu humilde cantinho, um pouco de si através da sua mensagem.