terça-feira, 8 de novembro de 2016

Borboleta - Poema de Francisco Carvalho





Qual mensageiro da chuva,
a borboleta amarela
ou chega pelo telhado
ou entra pela janela. 
Como se fosse uma nuvem
que anuncia as tempestades,
traz os aromas do inverno
dentro das asas molhadas. 
Nas paredes, nos retratos
pousa o corpo de veludo.
Ali permanece imóvel
à espera dos ventos frios.
Só regressa quando chove
nas cabeceiras dos rios.


Francisco Carvalho


9 comentários:

  1. Fantástico...Maravilhoso :-)

    Beijo
    http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/

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  2. Mais um poeta que não conhecia, gostei do poema.
    Um abraço e boa semana.
    Andarilhar

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  3. A borboleta é encantadora ...Sempre inspira bonitas poesias.
    Élys

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  4. Poema e imagen son muy bonitos. Un abrazo, Maria!

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  5. No Brasil sempre houveram bons poetas e este Francisco Carvalho aos 85 anos de idade ainda está para as curvas! Este que transportei para aqui também é dele e como estamos no S. Martinho, faz lembrar a água-pé:

    Bebem uns por desprazer,
    astros, flor, vinho, absinto.
    Bebem Deus para o esquecer.
    Eu só bebo o que não sinto.

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  6. Querida Maria,

    Poema belíssimo que eu adorei conhecer...

    Grata pela partilha!
    Uma semana luminosa, querida.
    Beijinhos.

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  7. Maravilhoso momento querida amiga ,muitos beijinhos felicidades

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  8. Lindíssimo poema. Parabéns pela postagem. Deixo meu carinho.

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“Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós” (Antoine de Saint-Exupery).

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