quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Canção do Exílio - Poema de Gonçalves Dias




Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas tem mais flores,
Nossos bosques tem mais vida,
Nossa vida mais amores.

Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o sabiá.

Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar — sozinho, à noite —
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu′inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.


Gonçalves Dias


7 comentários:

  1. Maravilhoso poema. Parabéns pela escolha.

    Beijinhos

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  2. Belíssima partilha ,muitos beijinhos querida amiga

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  3. Oi Amiga quando eu estava fazendo o curso ginasial a minha professora de língua portuguesa fazia-me ler no auditório este verso e o "Desencanto". Dizia ela para que eu vencesse a timidez. Mas mesmo assim eu gosto dos poemas dele. Obrigada pela recordação que me deste.
    beijnhos, Léah

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  4. Amo esse poema, Maria!
    Tenho um post pronto faz tempo a respeito, mas ainda não publiquei no meu espaço.
    Quando pequena, adorava declamar na escola.

    Bjks

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  5. Esse poema minha mãe adorava falar para nós como uma canção Maria Rodrigues!
    Lindo demais.
    Bjs-Carmen Lúcia.

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  6. Um poema que gostei de ler porque a minha terra não tem palmeiras nem encantos como a sua
    abraços

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“Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós” (Antoine de Saint-Exupery).

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