domingo, 10 de julho de 2016

Eternidade - Poema de Arthur Rimbaud




Achada, é verdade?
Quem? A Eternidade.
É o mar que se evade
Com o sol à tarde.

Alma sentinela
Murmura teu rogo
De noite tão nula
E um dia de fogo.

A humanos sufrágios,
E impulsos comuns
Que então te avantajes
E voes segundo...

Pois que apenas delas,
Brasas de cetim,
O Dever se exala
Sem dizer-se: enfim.

Nada de esperança,
E nenhum oriétur.
Ciência em paciência,
Só o suplício é certo.

Achada, é verdade?
Quem? A Eternidade.
É o mar que se evade
Com o sol à tarde.


Arthur Rimbaud, em Poesia completa (  Tradução de Ivo Barroso )


3 comentários:

  1. Belo e profundo poema! Linda semana! beijos,chica

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  2. Maravilhosa eternidade querida amiga ,muitos beijinhos

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  3. Adorei! Um poema tão leve, quando belo e profundo...
    Beijinhos
    Ana

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“Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós” (Antoine de Saint-Exupery).

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