terça-feira, 21 de junho de 2016

Voz e Aroma - Poema de Almeida Garrettt





A brisa vaga no prado,
Perfume nem voz não tem;
Quem canta é o ramo agitado,
O aroma é da flor que vem.

A mim, tornem-me essas flores
Que uma a uma vi murchar,
Restituam-me os verdores
Aos ramos que eu vi secar...

E em torrentes de harmonia
Minha alma se exalará,
Esta alma que muda e fria
Nem sabe se existe já.


Almeida Garrett




3 comentários:

  1. Muito lindo esse poema! Ótima semana! bjs, chica

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  2. Lindo poema ,fez-me recordar o tempo de escola que tive que ler a sua obra "As viagens da minha terra" ,beijinhos muitas felicidades

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  3. Mais outra escolha brilhante, Maria!...
    Outro grande expoente da literatura portuguesa...
    Uma delícia de ler...
    Beijinhos
    Ana

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“Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós” (Antoine de Saint-Exupery).

Obrigado pela sua visita e pelo carinho que demonstrou, ao dispensar um pouco do seu tempo, deixando aqui no meu humilde cantinho, um pouco de si através da sua mensagem.