domingo, 19 de junho de 2016

Sei que estou só - Poema de Sophia de Mello Breyner






Sei que estou só e gelo entre as folhagens
Nenhuma gruta me pode proteger
Como um laço deslaça-se o meu ser
E nos meus olhos morrem as paisagens.

Desligo da minha alma a melodia
Que inventei no ar. Tombo das imagens
Como um pássaro morto das folhagens
Tombando se desfaz na terra fria.



Sophia de Mello Breyner


8 comentários:

  1. Belo poema.
    Simples e intenso.
    beijos

    ResponderEliminar
  2. Um poema belo mas triste num dia que o sol espreita lá fora ,muitos beijinhos, feliz Domingo

    ResponderEliminar
  3. Bom domingo, Maria!
    Na solidão há muita reflexão... Um poema forte da alma em introspecção...
    Abraços

    ResponderEliminar
  4. Parabéns pela escolha. Lindissimo!!


    Beijinho, bom Domingo.

    http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/

    ResponderEliminar

  5. Muito triste, quanta desesperança!!!

    Ótimo domingo, boa semana!!!
    Beijinhos
    ╰⊰✿⊰ه° ·.

    ResponderEliminar
  6. Um poema de estrema solidão.
    Lindo Maria Rodrigues.
    Bjs e obrigada pela visita.
    Carmen Lúcia.

    ResponderEliminar
  7. Um lindo e sofrido poema da solidão,
    Nos corredores sombrios e vales gelados.

    Bonita partilha Maria.
    Linda ilustração.
    Bjs de paz.

    ResponderEliminar
  8. A solidão... vista pela sensibilidade de Sophia... de uma forma tão delicada e sofrida...
    Lindíssimo poema!
    Beijinhos
    Ana

    ResponderEliminar

“Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós” (Antoine de Saint-Exupery).

Obrigado pela sua visita e pelo carinho que demonstrou, ao dispensar um pouco do seu tempo, deixando aqui no meu humilde cantinho, um pouco de si através da sua mensagem.