quarta-feira, 22 de junho de 2016

Não quero rosas, desde que haja rosas





Não quero rosas, desde que haja rosas.
Quero-as só quando não as possa haver.
Que hei-de fazer das coisas
Que qualquer mão pode colher?
Não quero a noite senão quando a aurora
A fez em ouro e azul se diluir.
O que a minha alma ignora
É isso que quero possuir.
Para quê?… Se o soubesse, não faria
Versos para dizer que inda o não sei.
Tenho a alma pobre e fria…
Ah, com que esmola a aquecerei?…


Fernando Pessoa

10 comentários:

  1. Belíssimo poema!! Boa escolha. Obrigada pela partilha.

    Beijos e um óptimo dia

    http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/

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  2. Um dos grandes, para nós talvez o mais intenso, já que doutro estava noutra onda.
    Sim, convida à reflexão.
    Besos

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  3. Oi Maria!
    Amei o título, e como sou fanzoca do Fernando Pessoa, amei a sua escolha!
    Bjsss amiga

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  4. Palavras sempre lindas de Fernando Pessoa.
    Bjs Maria Rodrigues.
    Carmen Lúcia.

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  5. Um poema que não conhecia!
    Obrigado pela partilha.

    Beijinho Maria

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  6. Maravilhoso Fernando Pessoa ,beijinhos muitas felicidades

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  7. Como sempre ótima escolha, gosto demais de Pessoa.
    beijinhos,Léah

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  8. Maravilhosa escolha! Adoro Fernando Pessoa!... Sempre desafiante, fascinante e incrivelmente actual, a sua escrita...
    Beijinhos!
    Ana

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“Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós” (Antoine de Saint-Exupery).

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