quinta-feira, 30 de junho de 2016

Manhã - Poema de Virgínia Vitorino





Oh, a frescura intensa da manhã,
Batendo, lado a lado, toda a estrada ! 
_Inda há pouco apanhei uma braçada
De alfazema florida, ingénua e sã...
     
Abre no céu, a fulgida romã
Que em beijos de oiro se desfaz, cansada,
Oh, como eu sinto agora remoçada
A minha fé tranquila de cristã...
     
Nos silvados despontam as amoras,
Começa, ao longe, a vibração das noras
Todo o campo se alegra e se ilumina !
    
Passam pardais a grazinar em bando,
Um rebanho, um pastor, de quando em quando,
_E cheira a mato, a frutos, a resina...
     
       Virgínia Vitorino 


8 comentários:

  1. Que delícia de poema, Maria! Consegue transmitir toda a frescura da manhã... de um tempo em que ainda era possível acreditar com singeleza de coração!

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  2. "Oh, como eu sinto agora remoçada
    A minha fé tranquila de cristã..."

    Gostei principalmente destes versos!
    Um abração, Maria! Bj

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  3. Lindo poema, alfazema colorida, todo o campo se alegra e ilumina!
    bjsss

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  4. Maravilhoso poema ,uma manhã viva de sentires ,muitos beijinhos

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  5. Um poema e uma autora que desconhecia!...
    Gostei imenso, Maria!
    Beijinhos
    Ana

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“Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós” (Antoine de Saint-Exupery).

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