quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Seus Olhos - Poema de Almeida Garret




Seus olhos - que eu sei pintar
O que os meus olhos cegou –
Não tinham luz de brilhar,
Era chama de queimar;
E o fogo que a ateou
Vivaz, eterno, divino,
Como facho do Destino.

Divino, eterno! - e suave
Ao mesmo tempo: mas grave
E de tão fatal poder,
Que, um só momento que a vi,
Queimar toda a alma senti...
Nem ficou mais de meu ser,
Senão a cinza em que ardi.



Almeida Garrett




14 comentários:

  1. Belíssimo poema, Maria, sobre os olhos, a inspirar gerações de poetas. Imagem também linda, combinou perfeitamente. Gostei muitíssimo! Parabéns! Abraços.

    ResponderEliminar
  2. Lindos olhos e poesia! bjs, lindo dia! chica

    ResponderEliminar
  3. Poema Divino!

    Beijo e um dia feliz

    http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/

    ResponderEliminar
  4. Linda escolha!
    Amei esta poesia que eu não conhecia.
    Uma linda tarde!Beijos,
    Mariangela

    ResponderEliminar
  5. O poema belíssimo e a imagem acompanha também, em perfeita harmonia...
    Amei ler!
    Grata pela partilha, querida Maria!
    Beijinho.

    ResponderEliminar
  6. Olá Amiga; gostei, bem romântico.
    beijinhos, Léah

    ResponderEliminar
  7. É bom encontrar aqui Almeida Garret. Gostei bastante do texto
    e da imagem.
    Desejo que se encontre bem.
    Bj.
    Irene Alves

    ResponderEliminar
  8. Essa imagem bonita!
    como não sei pintar
    para quem a pintou
    daqui fiquei a olhar,
    para a cinza que ficou
    depois da lenha ardida?

    Tenha uma boa noite amiga Maria, um abraço,
    Eduardo.

    ResponderEliminar
  9. Boa noite Maria,
    Lindo esse poema de Garrett!
    Muito obrigada por dá-lo a conhecer. Conheço mal a poesia deste nosso grande escritor.
    Beijinhos e continuação de boa semana.
    Ailime

    ResponderEliminar
  10. Belo poema ,a primeira vez que li Almeida Garrett foi na escola ,o livro Viagens na minha terra ,beijinhos felicidades

    ResponderEliminar
  11. Que poema maravilhoso!!!!
    Palavras que nos enchem os olhos e faz bem ao coração
    Beijos

    ResponderEliminar
  12. Maravilha!...
    Um autor que conheço relativamente mal... andei reunindo alguns livros, dele, com a sua obra em prosa e poesia... para os ler no Verão... mas outras leituras surgiram entretanto... e o que é facto, é que ainda não li nada... apenas as Viagens da minha terra... de leitura obrigatória na época da escola secundária... tenho que ver se reverto isto...
    É o inconveniente dos livros novos... roubam tempo de leitura, para estes autores menos recentes... e que requerem tempo, para serem devidamente apreciados...
    Adorei mais esta maravilhosa partilha, Maria!
    Beijinhos
    Ana

    ResponderEliminar

“Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós” (Antoine de Saint-Exupery).

Obrigado pela sua visita e pelo carinho que demonstrou, ao dispensar um pouco do seu tempo, deixando aqui no meu humilde cantinho, um pouco de si através da sua mensagem.