quarta-feira, 25 de novembro de 2015

O Palácio da Ventura - Poema de Antero de Quental



Sonho que sou um cavaleiro andante.
Por desertos, por sóis, por noite escura,
Paladino do amor, busca anelante
O palácio encantado da Ventura!

Mas já desmaio, exausto e vacilante,
Quebrada a espada já, rota a armadura…
E eis que súbito o avisto, fulgurante
Na sua pompa e aérea formusura!

Com grandes golpes bato à porta e brado:
Eu sou o Vagabundo, o Deserdado…
Abri-vos, portas d’ouro, ante meus ais!

Abrem-se as portas d’ouro, com fragor…
Mas dentro encontro só, cheio de dor,
Silêncio e escuridão — e nada mais!


Antero de Quental



4 comentários:

  1. OI MARIA!
    QUE ESCOLHA, O POEMA É MARAVILHOSO.
    ABRÇS
    -
    http://zilanicelia.blogspot.com.br/

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  2. Maria, é gostoso ir tomando contato ou revendo poemas mais clássicos como o presente de Antero de Quental.
    Beijinhos

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  3. Mais uma escolha maravilhosa... um autor clássico... brilhantemente combinado, com um belíssimo suporte em imagem...
    É sempre enriquecedor, passar por aqui... o bom gosto aqui, é reino e senhor...
    Beijinhos
    Ana

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“Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós” (Antoine de Saint-Exupery).

Obrigado pela sua visita e pelo carinho que demonstrou, ao dispensar um pouco do seu tempo, deixando aqui no meu humilde cantinho, um pouco de si através da sua mensagem.