sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Uma fonte, uma asa...




Os anos passam… Já vai sendo tempo
De pensar na Viagem.
Irei bem ou enganei-me? Este caminho
É verdade ou miragem?

Procuro em vão sinais. Em vão persigo
As horas silenciosas.
De olhos abertos, cega, vou andando
Sobre espinhos e rosas.

Errada ou certa é longa a caminhada,
Longo o deserto em brasa.
Ah, não fora, Senhor, esta esperança
De uma fonte, uma asa!

Fonte, Senhor, que mate a longa sede
Desta longa subida.
Asa que ampare o derradeiro passo
No limite da vida.

Ah, Senhor, que mesquinhas as palavras!
Vida ou morte, que importa?
Para entrar e sair a porta é a mesma:
Senhor, abre-me a porta!


Fernanda de Castro

             

6 comentários:

  1. Linda poesia,Maria! bela tua escolha! Ótimo fds! beijos,chica

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  2. Pois, a vida não é fácil. Um poema profundo.
    Bom fim de semana, Maria

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  3. Há muito que não leio nada desta poetisa!
    Um bom fim de semana e bj

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  4. Que lindo! Sou suspeita pra falar, amo tanto poesia que ao ler me extasio, claro que as que tocam a alma...que nos fazem sonhar, devanear, passear por outras dimensões...
    Estou voltando a blogosfera depois de um tempo...está no meu DNA cósmico escrever rs
    Beijos, ótima noite e feliz domingo!

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“Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós” (Antoine de Saint-Exupery).

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