terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Soneto XVII - William Shakespeare



Se te comparo a um dia de verão
És por certo mais belo e mais ameno
O vento espalha as folhas pelo chão
E o tempo do verão é bem pequeno.

Ás vezes brilha o Sol em demasia
Outras vezes desmaia com frieza;
O que é belo declina num só dia,
Na terna mutação da natureza.

Mas em ti o verão será eterno,
E a beleza que tens não perderás;
Nem chegarás da morte ao triste inverno:

Nestas linhas com o tempo crescerás.
E enquanto nesta terra houver um ser,
Meus versos vivos te farão viver.


William Shakespeare



10 comentários:

  1. Preferia lê-lo em inglês.
    Mas está bem assim.

    Beijinho para si!

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  2. Belo, intenso e com todas as cores que os dias do Verão nos podem oferecer.
    Mais belo ainda é a esperança daquilo que não morre - O Amor.
    O poeta acredita que será perene...Não haverá sentido de mudança.

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  3. Olá Maria:)

    Que lindo! Adoro o William Shakespeare:)

    Boa quarta-feira!
    Beijos

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  4. Amiga Maria!
    Que bela poesia de Willian Shakespeare!
    Beijinhos!

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  5. Magnífico Soneto que apenas um grande Mestre é capaz de produzir.


    Beijos


    SOL

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  6. Lindo, Maria. Camões não é só (e não é pouco) os Lusíadas!
    Muito belo este soneto!
    Um beijinho e uma boa noite.
    Ailime

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  7. É verdade sim senhor!
    o vento espalha as folhas pelo chão
    não é menos verdade do que o amor
    faz feliz de quem ama o coração.

    Gostei do poema, amiga Maria,
    quem sabe, sabe sempre
    quem sorri de alegria
    é porque a felicidade sente!

    Boa noite e bons sonhos, um beijo.
    Eduardo.

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