domingo, 30 de março de 2014

Vila Viçosa



No inicio de Março fomos passar um fim de semana a Vila Viçosa.




Passamos também por Estremoz e Elvas, mas como gosto muito de colocar fotografias e para que o post não fique muito extenso, hoje falo apenas de Vila Viçosa. Esta vila, fica no Distrito de Évora, na região do Alentejo. Ficamos hospedados na Pousada de Vila Viçosa. Esta Pousada encontra-se no antigo Convento Real das Chagas de Cristo, mandado construir por D. Jaime, IV Duque de Bragança, no século XVI.






A Pousada encontra-se no antigo Convento Real das Chagas de Cristo, mandado construir por D. Jaime, IV Duque de Bragança, no século XVI.

 Interiores







Claustros e Jardim interior






A serenidade é uma constante. É um local muito agradável, com pessoal altamente simpático e profissional, boa comida, excelente quarto, enfim, um espaço com requinte e ótimo para quem queira descansar tranquilamente do stress do dia-a-dia.




Mesmo ao lado da Pousada também no Terreiro do Paço, fica o Paço Ducal de Vila Viçosa. Foi durante séculos a sede da Casa de Bragança, uma importante família nobre fundada no século XV, que se tornou na Casa Reinante em Portugal, quando em 1 de Dezembro de 1640 o 8º Duque de Bragança foi aclamado Rei de Portugal (D.João IV). O Palácio apresenta uma grande colecção de obras de arte (pintura, mobiliário, escultura, etc..). No centro da imensa praça encontra-se a estátua equestre de D. João IV.




Contornando o Terreiro, na Avenida Duque D. Jaime, encontra-se a Porta dos Nós.




Em frente ao Paço Ducal do outro lado da Praça está a Igreja dos Agostinhos. A Igreja foi fundada no século XIII e reformada nos séculos XVII e XVIII.




Dominando a Vila encontra-se o castelo.


 


No interior dos muros medievais






Dentro do castelo fica o Santuário de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, também conhecido por Solar da Padroeira, por nele se encontrar a imagem de Nossa Senhora da Conceição, padroeira de Portugal. Esta igreja, é a Igreja Matriz de Vila Viçosa.





Vista da Vila a partir do castelo.





Saindo ...


 




Ainda junto ao castelo encontra-se o pelourinho de Vila Viçosa, construído no reinado de D. Manuel, tem cerca de 8 metros de altura, e é em mármore.




No inicio da Praça da República, está o busto de Florbela Espanca, grande poetisa que aqui nasceu em 8 de Dezembro de 1894.




Subindo ao longo da Praça da República, mais ou menos a meio, encontramos a  igreja da Misericordia e á sua frente, numa rotunda, está uma belissima fonte em mármore branco, com várias bicas.





Descansando um pouco .... e apreciando as laranjeiras ...





Continuando a subir encontramos o busto de Henrique Pousão, pintor também ele nascido nesa Vila em 1 de Janeiro de 1859. 




No topo da Praça da República está a Igreja de São Bartolomeu, que foi fundada em 1636.





Percorrendo as ruas e olhando para cima, podemos apreciar bonitas janelas .... e detalhes com arte ....






Gosto de ver candeiros em ferro trabalhado ....




Numa das voltinhas encontramos a Ermida de São João Baptista da Carrasqueira (séc. XVI) e uma linda escultura de uma pomba em marmore rosa.





O tempo foi pouco, e por isso não deu para apreciar completamente o que esta linda Vila tem para oferecer, mas o que vimos encantou-nos. Merece realmente uma visita.

Brevemente continuarei a minha "reportagem" sobre o fim de semana, falando um pouquinho de Estremoz e de Elvas.

Texto explicativo: Wikipedia
Fotos: Pessoais

sábado, 29 de março de 2014

SEJA VOCÊ O MENINO



As cores, Deus as inventou quando menino, por certo. E brincava com elas com a mesma paixão e sem cerimônia de quem, um dia, ainda faria tudo o que existe.

Misturando umas às outras e esparramando-as pelo firmamento, punha-se a imaginar planícies e bichos, montanhas e mar, passarinhos e canções, poentes e pirulitos.

Às vezes, quando não saia a correr com as luzes pelo infinito, passava manhãs inteiras, fechado, em silêncio, em seu universo, a encher-se de luz, a cada nova cor que descobria.

Ora lhe pareciam solenes como deveriam ser as florestas, ora preciosas como desejava pérolas e joaninhas.



Mas o que mais o encantava nas cores era o fato de serem cores simplesmente e, todavia, brincarem com seus olhos, darem asas a seus sonhos e povoarem sua alma de sentimentos.

Se um dia criasse o mundo, ele pensava, haveria de dar-lhe cores.

E se houvessem pessoas nesse mundo, haveria de dar a elas a capacidade de perceberem, nas cores, a mesma magia que ele testemunhava.

Percebê-las significaria terem as cores dentro delas: almas coloridas, corações de aquarela. Assim saberiam reconhecer na própria vida toda maravilha que ela encerra.



Outra vez, como num sonho, teve uma visão de arco-íris.

As próprias pessoas teriam o dom de serem cores. E de alegrarem-se umas às outras, de encantarem-se umas às outras, de amarem-se em gestos de luz. A felicidade seria a tradução desse desejo.

Ah como ele gostaria de ver, um dia, todas as pessoas felizes. Haveria cor em profusão, luzes em toda a terra, nunca mais a escuridão.

Assim seja menino

Texto: José Oliva - Caixinhas de Atitude