domingo, 2 de novembro de 2014

Cai Chuva abandonada - Poema de Vergilio Ferreira



Cai a chuva abandonada
à minha melancolia,
a melancolia do nada
que é tudo o que em nós se cria.

Memória estranha de outrora
não a sei e está presente.
Em mim por si se demora
e nada em mim a consente

do que me fala à razão.
Mas a razão é limite
do que tem ocasião

de negar o que me fite
de onde é a minha mansão
que é mansão no sem-limite.
Ao longe e ao alto é que estou
e só daí é que sou.

Vergílio Ferreira




4 comentários:


  1. Boa noite, querida Maria

    Muito obrigada por este poema de Vergílio Ferreira.
    Há muito que não lia nada dele.

    Bom domingo.

    Bj

    Olinda

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  2. Uma chuva muito especial num canto de um grande poeta.
    Momentos que nos encantam.

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  3. Um belo poema de Vergílio Ferreira.
    Bom domingo, Maria.

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  4. Lindo uma bela obra de arte um poema
    encantador escreve com a alma eu gostei

    Abraços com meu carinho de sempre
    Bjusss

    Rita!!

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“Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós” (Antoine de Saint-Exupery).

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