quinta-feira, 9 de outubro de 2014

A Vida - Poema de Florbela Espanca





É vão o amor, o ódio, ou o desdém;
Inútil o desejo e o sentimento...
Lançar um grande amor aos pés d'alguém
O mesmo é que lançar flores ao vento!

Todos somos no mundo "Pedro Sem",
Uma alegria é feita dum tormento,
Um riso é sempre o eco dum lamento,
Sabe-se lá um beijo donde vem!

A mais nobre ilusão morre... desfaz-se...
Uma saudade morta em nós renasce
Que no mesmo momento é já perdida...

Amar-te a vida inteira eu não podia...
A gente esquece sempre o bem dum dia.
Que queres, ó meu Amor, se é isto a Vida!...

Florbela Espanca, in "Livro de Sóror Saudade"


10 comentários:

  1. Oi, Maria!
    Tudo bem com você, amiga?
    Poesia muito bem feita, mas meio 'down'...

    Abração
    Jan

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  2. Maria...um belo poema e uma belíssima escolha!!! Bj

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  3. Belíssima poesia,Maria! bjs, tudo de bom,chica

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  4. Florbela Espanca, uma poetisa exemplar ...

    Deixo cumprimentos
    .
    http://pensamentosedevaneiosdoaguialivre.blogspot.pt/

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  5. Oi querida, vim lhe desejar uma semana maravilhosa!!
    Tenha uma ótima semana, beijos!!

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  6. Boa noite Maria, como vai amiga?
    Um poema lindo de Florbela!
    A vida, apesar das desilusões, merece ser sempre vivida com alegria e esperança!
    Deixo-lhe um grande beijinho.
    Ailime

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  7. Excelente escolha Maria! Eu tenho o livro:

    Beijinho e uma flor

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  8. Um poema maravilhoso. Grata por o trazer à memória.

    Bom fim de semana.
    Deixo um beijo

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  9. Só pode compreender o poema quem muito amou algum dia e sentiu, por uma razão ou outra, que esse sentimento profundo desiludiu e pouco construiu na vida de quem o sentiu como acutilante, profundo...
    Talvez um momento de desesperada emoção. E só.
    Beijinhos, Maria.

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“Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós” (Antoine de Saint-Exupery).

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