sexta-feira, 11 de julho de 2014

Casa Abandonada - Poema de Francisco Bugalho



Minha saudade não larga
Certa casa abandonada.
E sinto, na boca, amarga,
Essa lágrima chorada
Quando a deixei...

Caía, de leve, a tarde...
E, olhando para trás, vi
Aquela porta fechada.

Nesse momento, senti
Pesar-me a fatalidade
De toda a Vida passada.

Arde
Ainda, nos meus olhos,
A luz do sol que brilhava
Na janela.
Era uma luz amarela;
Uma luz de fim da tarde
Que ainda trago nos olhos...

Ficava ali,
Por detrás da porta verde,
Tudo o que a vida nos perde,
Enquanto nos vai gastando...

E triste e só me parti;
Quem sabe que outros Destinos,
Dolorosos ou divinos,
Procurando...

Francisco Bugalho, in "Margens”



15 comentários:

  1. Eu jamais partiria ou escreveria uma coisa como essa...Mas é linda demais a casinha e a poesia. Parabéns.

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  2. Cada un dos que amamos, quando de nós se perde, é uma "casa abandonada" no nosso consciente de memórias.
    Lindo, Maria!

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  3. Maravilhoso poema, bela escolha, mais uma vez! bjs, tudo de bom,lindo fds! chica

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  4. oi minha amiga,

    somos mesmo saudosistas,
    quando passo próximo da casa que morei na minha infância,
    me dá um gosto de saudades enorme...

    beijinhos

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  5. Olá, Maria!
    Um belo e nostálgico poema, que evoca a saudade da casa agora fechada e de vivências nela passadas .
    Abraços e bom-fim-de-semana.
    Jorge

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  6. As casas... Paredes com ecos de nós!

    Muito bonito

    Um beijo

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  7. Não conhecia este lindo poema!
    Saudade tão dolorosa de sentir.

    Bom fim de semana Maria.

    beijinho e uma flor

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  8. Olá, querida Maria
    Um lindíssimo poema compartilhado e a foto ilustrativa é uma beleza!!!
    Bjm fraterno de paz e bem

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  9. Um canto que tão bem condiz com a realidade desta vida. Lindo!
    Abraços de vida, querida amiga

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  10. As vezes é preciso muito mais alma e sentimento para entender verdadeiramente a mensagem.
    Muito grata por partilhar
    Bom fim de semana.
    Bjinhos ♥
    http://sarranheira.blogspot.pt/

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  11. Maria Belo poema e belas imagens, mas uma vez peço desculpa, mas de vez em quando eu desapareço, sou como a minha memória, que ultimamente vai desaparecendo de vez em quando.
    Bom fim de semana com tudo de bom
    Beijos
    Santa Cruz

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  12. Uma partilha profunda.

    Obrigado, Maria.

    beijinhos

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  13. parece uma uma casa de um conto de fadas, linda, essa imagem
    e o poema, tão singular e belo!
    e é assim mesmo a vida: passamos a vida a partir..
    e a voltar... :))

    beijo, amiga.

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