quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Ser Transparente




Às vezes, fico me perguntando porque é tão difícil ser transparente...
Costumamos acreditar que ser transparente é simplesmente ser sincero, não enganar os outros.
Mas ser transparente é muito mais do que isso.
É ter coragem de se expor, de ser frágil, de chorar, de falar do que sente...
Ser transparente é desnudar a alma, é deixar cair as máscaras, baixar as armas, destruir muros... Ser transparente é permitir que a doçura aflore, transborde...




Mas, infelizmente, a maioria decide não correr esse risco.
Preferimos a dureza da razão à leveza reveladora da fragilidade humana.
Preferimos o nó na garganta às lágrimas que brotam da alma...
Preferimos nos perder numa busca por respostas a simplesmente admitir que não sabemos nada e que temos medo!




Por mais doloroso que seja ter de construir uma máscara que nos distancia cada vez mais de quem realmente somos, preferimos assim: manter uma imagem que nos dê a sensação de proteção.
E assim, vamos nos afundando em falsas palavras, atitudes, em falsos sentimentos...
Com o passar dos anos, um vazio frio e escuro nos faz perceber que já não sabemos dar e nem pedir o que de mais precioso temos a compartilhar...
A doçura, a compreensão de que todos nós sofremos, nos sentimos sós...




Uma saudade desesperada de nós mesmos, daquilo que pulsa e grita dentro de nós, mas que não temos coragem de mostrar...
Porque aprendemos que isso é ser fraco, é ser bobo, é ser menos do que o outro!
Quando, na verdade, agir com o coração, poupa a dor...



Sugiro que deixemos explodir toda a doçura!
Que consigamos não prender o choro, não conter a gargalhada, não esconder tanto o nosso medo, não desejar parecer tão invencíveis...
Chega de tentar controlar tanto....
Responder tanto...
Competir tanto...
Tente simplesmente viver, sentir e amar.

Autor: Rosana Braga
Fotos: Internet




“Sou como você me vê. Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania, depende de quando e como você me vê passar.” (Clarice Lispector)

domingo, 24 de fevereiro de 2013

"Still Life" da Pintora Ann Morton




A pintora Ann Morton nasceu em 1958 em Cowra, New South Wales na Austrália.




Começou a pintar com apenas 9 anos de idade, encorajada e apoiada pelo seu pai Ron, um artista e inventor.




Sempre valorizou a beleza e cores do mundo natural ao seu redor. Muito jovem realizou obras muito para além da sua idade tendo começado a participar e a ganhar concursos de arte para adultos.




Na adolescência Ann deixou a Austrália e começou uma viagem de descoberta, viajando pela Europa e América do Norte.




Passou incontáveis horas em galerias e museus estudando as pinturas dos velhos mestres clássicos, tais como Rubens e Rembrandt, observando de perto e aprendendo o uso de textura, luz e cor.




Mais tarde, também tiveram impacto para si os mestres do século 19 e início de 20, como JW Waterhouse, Singer Sargent John e Sir Lawrence Alma-Tadema.




Segundo Ann para criar as suas pinturas de maneira a que consigam prender o olhar e a atenção ela encontrou dois tópicos principais e mágicos. Um deles era claramente os padrões abstractos de luz, cor e detalhes que sempre encantam os olhos. O outro era o conteúdo real, os objectos bonitos, flores, plantas e frutas.






Gosta de pintar aquilo que realmente ama, reunindo assim ao seu redor objectos de que gosta, como artigos em fina porcelana, prata antiga, rendas francesas, antigas peças indianas ou lenços de seda coloridos…




Influenciada principalmente pela Escola Europeia de Arte, ela ama a justaposição de coisas naturais, com objectos feitos pelo homem. Gosta de usar diferentes combinações Integrando os objectos favoritos mais antigos com novas descobertas.




Como ela refere “Numa época de velocidade, deleito-me no tempo que eu posso colocar nas minhas pinturas.”




Ao longo dos anos Ann continuou a desenvolver a habilidade e os conhecimentos adquiridos, sendo capaz de desfrutar de uma bem sucedida carreira a tempo inteiro.




Ann Morton vive numa propriedade perto da sua cidade natal, e viaja 6 dias por semana para o seu estúdio. As suas obras estão representadas em colecções privadas e corporativas em todo o mundo, sendo membro da Australian Portrait Artists Society, da Art Renewal Center e da The American Society ot Traditional Artists. Ao longo da sua carreira na Austrália, Ann já ganhou muitos prémios.




Para conhecer mais sobre a obra desta extraordinária pintora visite o seu site oficial: Ann Morton

Fontes e Fotos: Wikipedia, http://artpaintingartist.com/old-world-charm-by-ann-morton/; http://www.annmorton.com/; www.artrenewal.org; outros net




“A lei suprema da arte é a representação do belo” (Leonardo da Vinci)

Hino de Caridade



Ainda que eu fale a língua dos anjos
Se não amo os meus irmãos
Sou como um sino a ressoar
Se não tiver em mim a caridade

Se eu conhecer todos os mistérios
Mas não amo os meus irmãos
Sou um metal a ressoar
Se não tiver em mim a caridade

Se a minha fé transpuser montanhas
Mas esqueço os meus irmãos
Nada me vale, eu nada sou
Se não tiver em mim a caridade

A caridade tudo sofre e crê
Tudo espera, tudo suporta
Não pensa mal, nunca se irrita
Se não tiver amor eu não sou nada

Agora vemos com num espelho
Mas depois vemos face a face
Agora a fé, agora a esperança
Mas a maior é sempre a caridade

Cântigo Religioso



sábado, 23 de fevereiro de 2013

Khao Yai National Park


Foto:www.off-the-path.com_POTW


O Khao Yai National Park é o segundo maior parque nacional da Tailândia, sendo famoso pela sua riquissima paisagem.


Foto: wikipedia_Chris Huh


Situa-se na parte ocidental da Cordilheira Sankamphaeng, no sudoeste do limite do Planalto Khorat.


Foto: www.nakon-nayok.com


Khao Yai National Park foi declarado como o primeiro parque nacional da Tailândia em 18 de setembro de 1962. Teve um papel importante na sua criação Boonsong Lekakul, um dos ambientalistas mais famosos do século 20 na Tailândia.


Foto: www.off-the-path.com_POTW


Em 14 de julho de 2005, o parque, juntamente com outros parques na mesma faixa e nas montanhas Dong Yen Phaya mais ao norte foi inscrito pela UNESCO como Património Mundial. 


Foto: Panoramio_SIAMSEARCH

Foto: www.nomadicmatt.com


Abrange uma área de 2.168 quilómetros quadrados, incluindo densas florestas, rios, cascatas e planicies de alta altitude. O seu pico mais alto, Khao Rom, está 1351 m acima do nível do mar.


Foto: www.heritagetraveller.com


Nestas montanhas, nascem cinco rios principais, Prachin Buri, Nakhon Nayok, Lam Ta Kong, Praplerng e Muag Lek.


Foto: www.touristmaker.com


Khao Yai National Park é um oásis repleto de selvas e vida selvagem. Existem 3.000 espécies de plantas, 320 espécies de aves e 66 espécies de mamíferos, incluindo urso negro asiático, elefante asiático, tigres, gibão, veado sambar indiano, macacos, porco selvagem ou crocodilos.


Foto: www.fotopedia.com



O parque tem uma flora rica e diversificada, desde gramados que fornecem excelentes áreas de pastagem a árvores altas envoltas em musgos, cipós, palmeiras, samambaias, liquens delicados multicoloridos e uma variedade em constante mudança de fungos.




Possuí vários tipos de florestas, como floresta seca e perene que cobre as encostas mais baixas do Khao Yai, floresta tropical húmida que cobre cerca de 70% do parque, incluindo a sua área central, ou Floresta de montanha que cresce acima dos 1000 metros de altitude.


Foto: www.fotopedia.com


Foto: kra-jiao


Existem várias cascatas , sendo dois dos sitios mais visitados a cascata mais alta do parque a Heaw Narok com cerca de 60 m de altura e a cascata Heow Suwat.


Foto:mikelbilbao.photoshelter.com


Um extenso sistema de trilhas que variam de 2,5 km a cerca de 10 km de comprimento dão a possibilidade de explorar as belissimas florestas e ver os animais selvagens.


Foto: www.heritagetraveller.com


Fontes e Fotos: Wikipedia; http://www.bangkokdaytours.com/NationalParks/KhaoYai.html; http://wikitravel.org/en/Khao_Yai_National_Park; http://www.bangkok.com/beyond-the-city/khaoyai.htm; http://www.planetazul.pt/; http://www.heritagetraveller.com/asia-world-heritage-site/thailand/khao-yai-national-park/; http://www.nomadicmatt.com/travel-blogs/khao-yai-national-park-thailand/; http://mikelbilbao.photoshelter.com/; http://www.off-the-path.com/; http://www.fotopedia.com/; http://www.nakon-nayok.com/khao_yai_national_park.htm; http://www.touristmaker.com/landmarks/tourism-in-thailand.html; outros net


* Fotos: Net
As fotografias sem indicação dos autores é porque não os consegui identificar. Se forem suas, por favor queiram contactar-me que colocarei imediatamente o seu nome, ou retiro-as se for esse o seu desejo. Não é de maneira nenhuma minha intenção quebrar direitos de autor.

Photographs without the authors’ names are because I could not identify them. If they are yours, please contact me and I will put immediately your name, or remove them, if that is your wish. It is not my intention to break authors rights.


Foto: Khao_Yai


Viajar é alargar os nossos horizontes, é conhecer novas culturas, novos locais, paraísos perdidos que nos fascinam e encantam e se não o podemos fazer fisicamente, podemos sempre fazê-lo através da fotografia e da leitura, essa será a nossa viajem virtual!

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

A montanha da Vida




A vida pode ser comparada à conquista de uma montanha. Como a vida, ela possui altos e baixos. Para ser conquistada, deve merecer detalhada observação, a fim de que a chegada ao topo se dê com sucesso.



Todo alpinista sabe que deve ter equipamento apropriado. Quanto mais alta a montanha, maiores os cuidados e mais detalhados os preparativos.

No momento da escalada, o início parece ser fácil. Quanto mais subimos, mais árduo vai se tornando o caminho.




Chegando a uma primeira etapa, necessitamos de toda a força para prosseguir. O importante é perseguir o ideal: chegar ao topo.

À medida que subimos, o panorama que se descortina é maravilhoso. As paisagens se desdobram à vista, mostrando-nos o verde intenso das árvores, as rochas pontiagudas desafiando o céu. Lá embaixo, as casas dos homens tão pequenas...

É dali, do alto, que percebemos que os nossos problemas, aqueles que já foram superados são do tamanho daquelas casinhas.




Pode acontecer que um pequeno descuido nos faça perder o equilíbrio e rolamos montanha abaixo. Batemos com violência em algum arbusto e podemos ficar presos na frincha de uma pedra.

É aí que precisamos de um amigo para nos auxiliar. Podemos estar machucados, feridos ao ponto de não conseguir, por nós mesmos, sair do lugar. O amigo vem e nos cura os ferimentos.

Estende-nos as mãos, puxa-nos e nos auxilia a recomeçar a escalada. Os pés e as mãos vão se firmando, a corda nos prende ao amigo que nos puxa para a subida.




Na longa jornada, os espaços acima vão sendo conquistados dia a dia.

Por vezes, o ar parece tão rarefeito que sentimos dificuldade para respirar. O que nos salva é o equipamento certo para este momento.

Depois vêm as tempestades de neve, os ventos gélidos que são os problemas e as dificuldades que ainda não superamos.




Se escorregamos numa ladeira de incertezas, podemos usar as nossas habilidades para parar e voltar de novo. Se caímos num buraco de falsidade de alguém que estava coberto de neve, sabemos a técnica para nos levantar sem torcer o pé e sem machucar quem esteja por perto.

Para a escalada da montanha da vida, é preciso aprender a subir e descer, cair e levantar, mas voltar sempre com a mesma coragem.

Não desistir nunca de uma nova felicidade, uma nova caminhada, uma nova paisagem, até chegar ao topo da montanha.




Para os alpinistas, os mais altos picos são os que mais os atraem. Eles desejam alcançar o topo e se esmeram.

Preparam-se durante meses. Selecionam equipa, material e depois se dispõem para a grande conquista.

Um desses arrojados alpinistas, Waldemar Nicliewicz, o brasileiro que conquistou o Everest, disse: Quem de nós não quer chegar ao alto de sua própria montanha?




Todos nós temos um desejo, um sonho, um objetivo, um verdadeiro Everest. E este Everest não tem 8.848 metros de altitude, nem está entre a China e o Nepal. Este Everest está dentro de nós.

É preciso ir em busca deste Everest, de nossa mais profunda realização.

Fonte: Momento de Reflexão


quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Divagando à Noite pela Europa


Foto:city-night-lights-wallpapers


Hoje vamos divagar pela Europa, deixando o nosso espirito se envolver na beleza, cores, encanto e magia das luzes da noite.

"Nunca houve uma noite, ou um problema que pudesse derrotar o nascer do sol ou a esperança." (Bern Williams)


Lisboa - Portugal
Foto: www.bigtravel.tur.br

Porta de Alcalá Madrid - Espanha
Foto: Email

Paris - França
Foto: 1ms.net


"Se tu choras por ter perdido o sol, as lágrimas te impedirão de ver as estrelas. " (Antoine de Saint-Exupéry)


Londres - Inglaterra
Foto: 1ms.net

Berna - Suiça
Foto: Email


Moscovo - Russia
Foto: 1ms.net


"A noite abre as flores em segredo e deixa que o dia receba os agradecimentos." (Rabindranath Tagore)
 

Roma - Italia
Foto: jetset-tours.com

Hamburgo - Alemanha
Foto: 1ms.net


"Mesmo as noites totalmente sem estrelas podem anunciar a aurora de uma grande realização." (Martin Luther King)


Santorini - Grécia
Foto: 1ms.net

Estocolmo - Suécia
Foto: visitstockholm.com

Viena - Aústria
Foto:Email


"A noite acendeu as estrelas porque tinha medo da própria escuridão." (Mario Quintana)


Budapeste - Hungria
Foto: Picasa

Amesterdão - Holanda
Foto:travel55.co.ukholland


"Toda despedida é dor... tão doce todavia, que eu te diria boa noite até que amanhecesse o dia." (William Shakespeare)


Foto: getintravel.com


Fontes e Fotos: Email's; blirk.net; http://www.visitstockholm.com/en/; http://travel55.co.uk/holiday/;http://www.getintravel.com/visit-ireland-where-to-go-and-what-to-see/; http://www.goodfon.com/wallpaper/345804.html; http://1ms.net/; TrekEarth; Picasa; outros net