terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Caravelas




Cheguei a meio da vida já cansada
De tanto caminhar!Já me perdi!
Dum estranho país que nunca vi
Sou nesse mundo imenso a exilada.

Tanto tenho aprendido e não sei nada
E as torres de marfím que construí
Em trágica loucura as destruí
Por minhas próprias mãos de malfadada!

Se eu sempre fui assim este Mar morto:
Mar sem marés,sem vagas e sem porto
Onde velas de sonhos se rasgaram!

Caravelas doiradas a bailar...
Aí quem me dera as que eu deitei ao Mar!
As que eu lancei à vida,e não voltaram!...

Florbela Espanca


8 comentários:


  1. Florbela Espanca, com as suas palavras apaixonadas às quais ela se entrega completamente.

    Excelente escolha, querida Maria.

    Beijos

    Olinda

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  2. oi minha amiga,

    adoro Florbela,
    e você escolheu muito bem...
    que as caravelas corram soltas ao vento!!!

    beijinhos

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  3. "Caravelas doiradas a bailar..." Lindo!
    O mar, a vida e o aprendizado... Sempre temos muito o que aprender!

    Bonito poema e nele podemos mergulhar fundo..........

    Beijinhos, Maria...

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  4. Amiga Maria

    Para tentar apender sem ir mais além, em poesia, reler Florbela Espanca é salutar, é conhecer mais a modernidade a que ela se adiantara.
    Beijos de amizade

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  5. amo o amar de Florbela..
    perfeita escolha querida!
    beijos

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  6. Não sou grande fã de Florbela Espanca. Mea Culpa. Mas adoro caravelas.
    Um abraço

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  7. Excelente escola esta de Florbela Espanca que muito gosto!

    Beijinho e uma flor

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  8. Grande, mesmo imensa.
    Há anos comprei um livro de sonetos seu, que devorei, e com o qual me sigo recreando frequentemente.
    Uma delicia no despertar dos sentidos, duma mulher que viveu intensamente.
    Abraços de vida, querida amiga

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“Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós” (Antoine de Saint-Exupery).

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