terça-feira, 31 de julho de 2012

Sete Luas




Há noites que são feitas dos meus braços
e um silencio comum às violetas
e há sete luas que são sete traços
de sete noites que nunca foram feitas

Há noites que levamos à cintura
como um cinto de grandes borboletas
E um risco a sangue na nossa carne escura
de uma espada à bainha de um cometa

Há noites que nos deixam para trás
enrolados no nosso desencanto
e cisnes brancos que só são iguais
à mais longinqua onda de seu canto

Há noites que nos levam para onde
o fantasma de nós fica mais perto:
e é sempre a nossa voz que nos responde
e só o nosso nome estava certo.


Natália Correia




8 comentários:

  1. Olá, Maria! que linda poesia, não conhecia a autora. Gostei demais. Eu gosto muito de poesias...
    Esse teu blog é pura poesia...
    Quanta coisa linda, quantos posts ricos em informação e cultura. É muito bom sempre passar por aqui para apreciar tudo...

    Beijos com carinho, Maria!

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  2. Que bom ler e reler a grande Natália Correia.
    Há qualquer coisa de mágico na noite e de simbólico no sete...e a voz de Natália tinha uma aura de mistério e sedução. Um abraço.
    M. Emília

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  3. Ainda existem noites de encanto, Graças a Deus! Um abraço, Yayá.

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  4. Olá, Maria. Muito bom passar por aqui. Lindo poema e imagem. Obrigada pela carinhosa visita! Venho desejar uma feliz semana. Beijos!

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  5. Não conhecia este género da Natália Correia.
    Grande poetisa
    Beijo

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  6. "Há noites que são feitas dos meus braços
    e um silencio comum às violetas" Lindo!Perfeito!Amei!Sutileza e encantamento.
    Seja feliz, sempre.Bjs Eloah

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“Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós” (Antoine de Saint-Exupery).

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