segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Sodade - Cesaria Evora





Sodade

Quem mostra' bo
Ess caminho longe?
Quem mostra' bo
Ess caminho longe?
Ess caminho
Pa São Tomé

Sodade sodade
Sodade
Dess nha terra Sao Nicolau

Quem mostra' bo
Ess caminho longe?
Quem mostra' bo
Ess caminho longe?
Ess caminho
Pa São Tomé

Sodade sodade
Sodade
Dess nha terra Sao Nicolau

Si bô 'screvê' me
'M ta 'screvê be
Si bô 'squecê me
'M ta 'squecê be
Até dia
Qui bô voltà

Sodade sodade
Sodade
Dess nha terra Sao Nicolau

Cesaria Evora


domingo, 30 de janeiro de 2011

A Força das MULHERES


Uma pequena homenagem a todas as Mulheres, de todas as idades e de todas as nacionalidades, de todas as raças e religiões, que contra ventos e marés, persistem em amar, em sonhar e lutar por um mundo melhor, tocando sempre com a alma e o coração a melodia da vida.




As mulheres têm energias que surpreendem os homens.




Elas enfrentam dificuldades e tentam resolver problemas graves, mas continuam a ter felicidade, amor e alegria para dar.




Percorrem árduos caminhos, têm vidas difíceis, mas não lhes falta um sorriso no rosto e esperança no coração.




Trabalham duro, muitas vezes sem descanso até quase à exaustão, mas nunca desistem sem lutar.




Elas sentem-se realizadas quando os seus filhos têm sucesso e congratulam-se pelas possibilidades e realizações dos seus familiares e amigos.




Carregam pesados fardos, mas nunca esquecem de dar uma palavra amiga, apoio ou  um conselho  a quem dele necessita.




O trabalho não consegue matar a sua capacidade de sonhar, e por vezes o seu espíríto divaga por outras paragens e o seu olhar perde-se mais além, em busca do infinito, do sonho ainda por realizar.




Os anos passam, o cansaço chega, mas para muitas mulheres o trabalho não tem fim, pois acima de tudo está a segurança e o bem estar da família.




Sem dúvida que são fortes, mesmo quando pensam que já não têm mais energia para continuar a sua jornada.




Mas, não há dúvidas,
que a mulher,
tem um defeito...

É que ela esquece-se muitas vezes o quanto VALE, por isso nunca é demais LEMBRAR a força que todas elas encerram no seu SER!

Autor: Pensamentos meus e de diversos autores desconhecidos.



"Eu sou aquela mulher que fez a escalada da montanha da vida, removendo pedras e plantando flores." Cora Coralina

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Divagar pelo Mar em Palavras e Pensamentos


Passamos grande parte da nossa vida, numa correria constante, o tempo parece que voa, e o dia parece não ter horas suficientes para tudo o que desejamos, ou temos mesmo de fazer. Penso que é importante para o nosso equilíbrio interior, nem que seja por breves momentos, fazermos uma pausa na nossa corrida  e aliviarmos a nossa mente, da rotina e das preocupações diárias, deixando simplesmente o nosso espírito divagar livremente.

Vamos hoje DIVAGAR pelo MAR, acompanhados por sábios pensamentos.


“Por vezes sentimos que aquilo que fazemos não é senão uma gota de água no mar. Mas o mar seria menor se lhe faltasse uma gota.”
Madre Teresa de Calcuta


"Se um dia olhar para o céu e não te ver, é que sou a onda do mar e não consigo te esquecer, sou feliz do teu lado sem do seu lado estar, pois você é isolado no meu modo de pensar, quando estou triste e não tem solução, lembro que você existe e mora no meu coração!"
Carlos Drummond de Andrade


"Sem sonhos, a vida é uma manhã sem orvalhos, um céu sem estrelas, um oceano sem ondas, uma vida sem aventura, uma existência sem sentido."
Augusto Cury


"A vida sem luta é um mar morto no centro do organismo universal."
Machado de Assis


"O que sabemos é uma gota e o que ignoramos é um oceano"
Isaac Newton


"Nunca perca a fé na humanidade, pois ela é como um oceano. Só porque existem algumas gotas de água suja nele, não quer dizer que ele esteja sujo por completo."
Mahatma Gandhi


"Seja como as ondas do mar
que mesmo quebrando contra os obstáculos,
encontram força para ...
recomeçar."
S. Bambarèn


"Deus ao mar o perigo e o abismo deu, mas nele é que espelhou o céu.” (Fernando Pessoa)

Amigos tenham um excelente fim-de-semana, pleno de Paz, Saúde, Alegria e acima de tudo aproveitem ao máximo os bons momentos que a VIDA lhes concede.


"Não acrescente dias à sua vida, mas vida aos seus dias." (Harry Benjamin)

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Mosteiro de Alcobaça


O nosso país tem belíssimos monumentos, cidades maravilhosas e paisagens sublimes que merecem ser visitadas e admiradas, mas como nem sempre é possível viajar, pelo menos podemos apreciar em fotografia, alguns desses locais espetaculares e que foram considerados pela "UNESCO" como “Património da Humanidade”.




Património português classificado pela UNESCO como Património da Humanidade:

Hoje vou apresentar: Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça, também conhecido como Real Abadia de Santa Maria de Alcobaça ou mais simplesmente como Mosteiro de Alcobaça, classificado como património da humanidade pela UNESCO desde Dezembro de 1989.




O Mosteiro foi erguido por monges de Cister entre os anos de 1178 e 1254, foi a primeira obra plenamente gótica erguida em solo português.




Em 1834 os monges foram obrigados a abandonar o mosteiro, na sequência da expulsão de todas as ordens religiosas de Portugal durante a administração de Joaquim António de Aguiar, um primeiro ministro notório pela sua política anti-eclesiástica.






O mosteiro é constituído por uma igreja ao lado da sacristia e, a norte, por três claustros seguidos, sendo cada um circundado, na sua totalidade, por dois andares, assim como também por uma ala a sul. Entre 1998 e 2000 foi descoberto um presumível quarto claustro no lado sul da igreja. 




Entre 1178 e 1240, a igreja e o primeiro claustro foram construídos no estilo pré-gótico, da passagem do românico, tendo a Igreja sido inaugurada em 1252. Os edifícios do lado sul foram provavelmente construídos no século XIV. No último terço do século XVI, iniciou-se a construção do Claustro da Levada que se ligava ao claustro medieval norte. Por último, entre o século XVII e a metade do século XVIII construiu-se o Claustro da Biblioteca (ou do Rachadoiro).




Igreja
A Igreja é constituída por uma nave central, duas naves laterais, e um transepto, criando a imagem de uma cruz. A arquitetura da igreja de Alcobaça é um reflexo da regra beneditina da procura da modéstia, da humildade, do isolamento do mundo e do serviço a Deus. Os cistercienses partilhavam estas ideias, ornamentando e construindo a estrutura das suas igrejas de forma simples e poupada.






Os cistercienses partilhavam estas ideias, ornamentando e construindo a estrutura das suas igrejas de forma simples e poupada.




Capela Relicário
Integrada na Sacristia Nova e localizada no respectivo topo, esta Capela de suprema beleza e espiritualidade, “O Espelho do Céu “ segundo Reynaldo dos Santos, foi edificada entre 1669-1672, durante o abaciado de Frei Constantino de Sampaio.




Os túmulos reais
Dentro da igreja encontram-se os túmulos dos reis D. Afonso II (1185-1223; túmulo datado de 1224) e de D. Afonso III (1210-1279). Os túmulos situam-se dos dois lados da Capela de São Bernardo (contendo a representação da sua morte) no transepto a sul. Diante destes túmulos, numa sala lateral, posicionam-se oito outros túmulos, nos quais se encontram D. Beatriz, mulher de D. Afonso III, e três dos seus filhos. Um outro sarcófago pertence a D. Urraca, a primeira mulher de D. Afonso II.




Os túmulos de D. Pedro I (1320-1367), com o cognome O Terrível ou também O Justo, e o de D. Inês de Castro (1320-1355), os dois protagonistas da mais conhecida história de amor da idade média europeia, que se encontram em cada lado do transepto, conferem, ainda hoje atribuem um grande significado e esplendor à igreja.




Túmulo de D. Pedro I




Pormenor do túmulo de D. Pedro I



Túmulo de D. Inês de Castro




Pormenor do túmulo de D. Inês



Virgem com o Menino de Santa Maria de Alcobaça do séc. XVIII. Estátua de madeira policromada e estofada.




Nossa Senhora do Claustro. A escultura de Nossa Senhora do Claustro, em pedra policromada e atribuída a Nicolau de Chanterenne, terá pertencido à fachada primitiva.




Sala dos Reis
As estátuas de todos os reis portugueses até D. José, dispostas em mísulas, são obra dos monges barristas do séc. XVIII. A parte inferior das paredes é decorada com grandes painéis de azulejos azuis e brancos do Juncal, descrevendo a lenda da fundação do Mosteiro.






Claustro de Dom Dinis ou Claustro do Silêncio
O primeiro claustro e a igreja foram possivelmente completados em 1240. No entanto, é provável que o claustro se tenha desmoronado. Entre 1308 e 1311 ele foi substituído pelo ainda hoje existente Claustro de Dom Dinis ou Claustro do Silêncio, nome que se deve à proibição de conversação naquele tempo nesse local, foi concebido por Domingo Domingues e Mestre Diogo, sendo um dos mais belos do gótico português.



 



Piso superior do Claustro do Silêncio






Gárgula




Claustro da Leitura
O claustro a sul, Claustro da Leitura, passa paralelamente à igreja sem englobar outras partes do edifício. A meio do século XV, encontravam-se colocados, nesse local, bancos de pedra, nos quais os monges podiam permanecer enquanto ouviam as leituras. A meio, o claustro possui uma capela em honra da Virgem Maria, correspondendo, assim, a uma longa tradição nos mosteiros cistercienses.






Claustro do Capítulo
O claustro do lado oriental, o Claustro do Capítulo, inicia-se no seu lado sul com uma porta de ligação à igreja, através da qual os monges passavam para entrar na igreja, e engloba a sacristia medieval, a Sala do Capítulo, o Parlatório, a escada de acesso ao dormitório e o acesso à Sala dos Monges.






O acesso à Sala do Capítulo revela uma fachada especialmente vistosa devido aos seus pilares escalonados uns atrás dos outros. Logo à entrada está o túmulo do Abade de Alcobaça.




A Sala do Capítulo servia às assembleias dos monges e era, depois da igreja, a sala mais importante do Mosteiro. O seu nome deve-se às leituras que eram feitas a partir dos capítulos das regras beneditinas. Por outro lado, essa sala era o lugar das votações e de outros actos semelhantes feitos pelos monges.




Parlatório
O Parlatório, encontra-se ao lado da Sala do Capítulo. Era apenas no Parlatório que os monges estavam autorizados a falar com um representante do abade. Por princípio, os monges estavam obrigados ao silêncio, com excepção da reza, e só se podiam transmitir informações muito necessárias. Por esse motivo, muitos utilizavam uma linguagem gestual.

Refeitório
O interior é constituído por três naves abobadadas, divididas por duas fileiras de quatro colunas, o que confere harmonia e unidade espacial ao conjunto. A sala possui janelas tanto do lado norte como a leste.






Do lado oeste, uma escada de pedra conduz ao púlpito do leitor, que lia textos da Ordem durante as refeições.




Os monges sentavam-se com os rostos virados para a parede e tomavam a sua refeição em silêncio. O abade estava sentado com as costas viradas para a parede a norte e observava a sala.




Uma abertura de dois metros de altura e 32 cm de largura, que conduz à sala, não existindo nenhuma explicação científica para ela. De acordo com uma lenda, esta abertura destinava-se ao controle do peso dos monges. Uma vez por mês, os monges tinham de passar por esta porta, o que só era possível fazendo-o de lado. Se, devido ao excesso de peso, os monges não conseguissem passar pela abertura, eram obrigados a fazer dieta.




Lavabo
Em frente ao refeitório encontra-se o Lavabo. Traduzido à letra, significa a Sala da Lavagem. No meio de um pavilhão de cinco cantos existia um poço com água corrente, no qual os monges se podiam lavar antes das refeições. Esta disposição é típica de mosteiros cistercienses.




Cozinha
No lado oeste da ponta a sul, o Refeitório abria-se para a antiga cozinha medieval, hoje uma sala lateral, que conduz ao claustro de D. Afonso VI. Construção do séc. XVIII, que apresenta no centro uma ampla chaminé. Ao fundo existe um pequeno tanque por onde corre um braço do rio Alcoa. Revestida de azulejos datados de 1752, ocupa o espaço do calafetório e de um pequeno pátio anexo.






Sala dos Monges
Nos primeiros séculos, esta sala servia para o alojamento dos noviços, que não podiam participar na vida normal da ordem dos monges brancos. Quando no início do século XVI, o dormitório dos noviços foi transferido para o segundo andar do Dormitório, a Sala dos Monges transformou-se numa sala de trabalho, numa sala de espera e numa sala de estar dos monges. Após a construção da nova cozinha, no século XVII, também era nesta sala que eram entregues e armazenadas as mercadorias.






Dormitório
O Dormitório, fica localizado no primeiro andar. Na parte superior do lado sul, o Dormitório é aberto por uma grande porta ogival que dá acesso ao transepto a norte da igreja.





Claustro da Levada
A partir do século XVI, surgiu uma grande atividade de construção derivada das novas funções da Congregação Autónoma Cisterciense de Portugal. Estas construções implicavam tanto a renovação e a remodelação das partes do Mosteiro ainda existentes como também a remodelação da fachada oeste do Mosteiro. Do lado leste do edifício a norte da igreja foi construído o Claustro da Levada, igualmente conhecido por Claustro dos Noviços ou Claustro do Cardeal – este último nome remonta, provavelmente, ao seu iniciador, o cardeal D. Henrique.

A Levada passa pelo pátio do Claustro. A Levada é um braço artificial do rio Alcoa que foi desviado e que passava pelo lado sul da sacristia, entrando no Mosteiro, servindo para o funcionamento das rodas dos moinhos e de equipamentos semelhantes.




O Mosteiro de Alcobaça é um monumento fantástico.




Visita virtual



Fotos: Pessoais
Fontes: Wikipedia; www.culturaonline.pt/; http://www.visitportugal.com/; http://www.igespar.pt/ ; http://www.mosteiroalcobaca.pt/; www.360portugal.com/;  Outros net




"Sem a cultura, e a liberdade relativa que ela pressupõe, a sociedade, por mais perfeita que seja, não passa de uma selva. É por isso que toda a criação autêntica é um dom para o futuro." (Albert Camus)