terça-feira, 8 de novembro de 2011

Criança - Poema de Celilia Meirelles


Foto: Josephine Wall


Cabecinha boa de menino triste,
de menino triste que sofre sozinho,
que sozinho sofre, — e resiste,

Cabecinha boa de menino ausente,
que de sofrer tanto se fez pensativo,
e não sabe mais o que sente...

Cabecinha boa de menino mudo
que não teve nada, que não pediu nada,
pelo medo de perder tudo.

Cabecinha boa de menino santo
que do alto se inclina sobre a água do mundo
para mirar seu desencanto.

Para ver passar numa onda lenta e fria
a estrela perdida da felicidade
que soube que não possuiria.

Cecília Meireles


10 comentários:

  1. Linda escolha!Poema lindo!beijos,chica

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  2. Lindo o poema, linda a imagem ilustrativa.Triste a tristeza do menino e triste a realidade que assola muitas crianças.É...temos muito a refletir e fazer em prol destas crianças!
    Maria,tenhas um dia lindo!Bjs Eloah

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  3. Olá Maria! Uma linda postagem! Que dizer de Cecília não é? Tudo de bom... A imagem também está belíssima!
    Uma terça iluminada Amiga! Meu carinho, Rosana

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  4. Oi querida Maria, muita paz, . Fiquei emocionada com a beleza desta poesia, boa escolha Maria, vc sempre acerta, e agora traís para nos esta maravilha de Cecilia Meireles, é uma beleza triste. mais de muito valor.Um abraço carinhoso Celina.

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  5. Olá,Maria!

    Não conhecia esta poesia da Cecília!Linda escolha e a imagem combinou perfeitamente!!
    Beijos pra ti!!

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  6. Boa noite, Maria!
    Que belo poema de Cecília Meireles.
    Eu não conhecia, gostei.
    beijo,
    Mara

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  7. Mais um lidíssimo poema , de Cecília Meyreles
    Beijo

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  8. Simplesmente divino como é a alma de criança...bjin

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  9. oi Maria, minha amiga! bom dia!
    que belíssimo poema de Cecília Meirelles, uma das escritoras que mais gosto!
    um presente seu post!
    bjs

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  10. Maria

    Não conhecia esse poema, quando a poetisa o escreveu, acredito que deveriam existir muitas crianças tristes, talvez hoje elas sorriam um pouco mais e as tristes que ainda existem ainda podem ter esperança de não ver a vida passar ser a recordação de uma doce infância.

    Chris

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