terça-feira, 23 de agosto de 2011

Muriqui ou Mono-Carvoeiro


A história da Vida na Terra é uma história de extinções, estas extinções naturais ocorrem, no entanto, ao longo de períodos relativamente longos, permitindo a evolução de novas formas de vida. Muitos animais evoluíram e depois extinguiram-se e o seu lugar na natureza é então ocupado por outro grupo de animais. Isto não é o que acontece na actualidade, com a ajuda do Homem!


Penso que é importante ir sempre “passando” a mensagem da importância de preservarmos a Natureza, a vida selvagem, o ambiente, “O nosso magnifico Planeta”.

A extinção é o desaparecimento irreversível de espécies e acontece quando o último animal de uma determinada espécie morre.

Hoje: Muriqui



Nome Científico: Brachyteles arachnoides
Ordem: Primatas
Família: Atelidae

Distribuição e Habitat :
É o maior primata do continente americano e o maior mamífero endémico ao território brasileiro. Endémico da Mata Atlântica do sudeste do Brasil (do sul da Bahia até o Paraná).



Identificação:
É considerado o maior entre os primatas do continente americano. É um animal dócil, de cor clara, pelo longo e macio e face negra contornada de branco. De cauda preênsil, braços e pernas longos e finos, gosta de se balançar nas árvores pela cauda. Podem segurar-se em posturas surpreendentes, e dar saltos incríveis de um galho para outro, chegando esses saltos atingir até dez metros.
O adulto chega a medir 1,5 metro de altura, tem uma cauda de um metro e pesa quinze kg.




Hábitos:
De hábitos diurnos, vivem no estrato superior da floresta, em grupos que podem passar dos 90 membros. São nómadas e podem deslocar-se por longas distâncias à procura de alimento. Num único dia, um grupo pode percorrer mais de 4 Km. A área usada por um único bando pode passar dos 800 hectares.

Os grupos têm os seus locais preferidos para procurar alimentos e dormir. Deslocam-se em fila, passando nas mesmas árvores e, muitas vezes, nos mesmos galhos. Estas rotas bem marcadas diminuem os riscos de quedas. Quando alcançam as chamadas “praças de alimentação”, dividem-se em grupos menores. É comum neste momento, ouvir-se vocalizações amistosas, indicando que algum membro encontrou boas quantidades de frutos ou flores e está convidando os demais para compartilharem o alimento.



Dormem durante parte do dia. Os Muriquis têm uma sociedade caracterizada pela harmonia, ou seja, não há disputa pelo poder e nem por parceiros.

Alimentação:
A dieta do Muriqui baseia-se em folhas, frutas, flores, sementes e outras partes vegetais, como cascas de árvores, brotos de bambu e néctar.

Reprodução:
Os muriquis são um retrato da paz e da cooperação. Raramente demonstram sinais de disputa ou agressividade e estão sempre atentos uns aos outros. Os machos não brigam, mesmo quando o que está em disputa é a chance de reproduzir. Curiosamente, eles compartilham também as fêmeas.

As fêmeas geralmente dispersam-se do seu grupo natal quando atingem a idade reprodutiva, por volta dos 7 a 9 anos. Elas viajam semanas ou até meses, sozinhas. Quando encontram outro grupo, elas aproximam-se na tentativa de serem aceitas e, aos poucos, estabelecem-se no novo bando. Só nesse novo grupo social é que vão ter os seus primeiros filhotes, ou seja, quando completam de 8 a 10 anos de idade. Depois de uma gestação de 7 meses, as mães dão à luz um único filhote que se manterá a seu lado durante 2 ou 3 anos, só depois dele se tornar independente é que a mãe muriqui está pronta para dar à luz novamente.



Estatuto de conservação e principais ameaças:
O muriqui está entre os animais em maior risco de extinção do mundo, constando da Lista Vermelha da UICN na categoria Em perigo crítico. As suas principais ameaças são a destruição de seu habitat (as florestas da Mata Atlântica), a caça e a baixa taxa de reprodução da espécie.

Fontes e Fotos: Wikipédia; Portlasaofrancisco; www.muriquilinux.com.br; http://www.programamuriqui.org.br/; http://www.nationalgeographicstock.com/; outros net



Há que compreender a importância de cada organismo na complexa e maravilhosa teia da Vida na Terra e Nunca nos devemos esquecer que "A extinção é para sempre".

14 comentários:

  1. olá Maria, vc sempre nos mostrando que podemos viver, e bem melhor do que vivemos, grande beijo terê.

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  2. Mais um grito e uma chamada de atenção.
    Chegamos a um tempo em que se torna quase impossivel impedir a destruição da natureza e destes animais encantadores e inofensivos.

    Muitos vivem apenas pelo lucro fácil e sem formação para respeitar e fazer respeitar o meio ambiente.

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  3. Maria

    Por si, pode considerar-se este teu blog incicopédico, já que gosto de saber um tudo um pouco de tudo, fiquei a saber mais sobre símios.
    Beijos

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  4. Muito importante essa sua postagem, como sempre aprendemos muito aqui.Parabéns.

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  5. Amiga adorei esta linda postagem, não conhecia ou talvez ainda não me tivesse apercebido do nome deste lindo animal.
    É realmente de bradar aos céus como o ser humano tem vindo a destruir o nosso Planeta, que iremos encontrar das próximas encarnações, porque tudo que cá fizeres pagarás e bem caro, beijinhos de luz e paz nos seus dias.
    PS: beijinhos especiais com carinho...

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  6. Vou começar a imprimir seus posts e guardar para que meus netos leiam e aprendam. Obrigada por dividir seus conhecimentos. Beijos querida.

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  7. E assim vamos enriquecendo o nosso conhecimento..
    Beijo

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  8. Boa tarde, já morei no meio de uma floresta, coisa mais linda do mundo é ver a quantidade de animais que lá vivem em harmonia... bjs de luz

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  9. Minha amiga, a vantagem da globalização é que estamos todos e em todo canto, interligados para trabalharmos em prol da natureza.
    Afinal, nossa casa, o planeta, não tem fronteiras para quem quer preservar a fauna e a flora.
    Seja escrevendo, alertando e assim concientizando o mundo inteiro.
    Um abraço afetuoso, beijos.

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  10. Maria
    Excelente post.
    O Universo é o mesmo nós homens é que mudamos e, nossas mãos destruidoras.
    Beijinho

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  11. Oi, Maria,

    Por duas vezes trabalhei em minas (de fosfato e ferro), onde as empresas desmataram enormes áreas para tirar seu produto e a matança de animais era algo assustador. Eles criavam alguns cativeiros para salvar algumas espécies mas a maioria não se adaptava e o restante morria por falta de alimento, água ou assassinados friamente pelos capatazes destas empresas. E são as mesmas que hoje vivem falando de desenvolvimento sustentável. Ironia, sarcasmo e engodo puros.Meu abraço. Paz e bem.

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  12. O seu carinho é tão contagiante,
    que se eu estiver me sentindo triste,
    suas mensagens sempre conseguem me animar.
    A sua amizade é importante para muitos,
    e principalmente para mim.
    Só o fato de você existir já é motivo de alegria
    Obrigada pela paz que você transmite,
    e pela luz que irradia do seu coração.
    Beijos no seu coração,Evanir...

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  13. Tua presença é constante
    a saudade permanente;
    vejo-te nas estrelas
    sinto a tua luz...

    Marisa de Medeiros

    Amor & Paz prá voce! M@ria

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  14. Olá Maria!
    Acho que de uma perspectiva estritamente ecológica, a terra estaria melhor sem nós.
    Um beijo

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“Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós” (Antoine de Saint-Exupery).

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