quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Junquilhos - Poema de Florbela Espanca


Nessa tarde mimosa de saudade
Em que eu te vi partir, ó meu amor,
Levaste-me a minh’alma apaixonada
Nas olhas perfumadas duma flor.

E como a alma, dessa florzita,
Que é a minha, por ti palpita amante!
Oh alma doce, pequenina e branca,
Conserva o teu perfume estonteante!

Quando fores velha, emurchecida e triste,
Recorda ao meu amor, com teu perfume
A paixão que deixou e qu’inda existe…

Ai, dize-lhe que se lembre dessa tarde,
Que venha aquecer-se ao brando lume
Dos meus olhos que morrem de saudade!


Florbela Espanca


15 comentários:

  1. Os poemas de Florbela Espanca são sempre actuais e nunca nos cansam pela beleza das palavras e pensamentos.

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  2. QUE BELLO POEMA.... SAUDADES APARTE, ES MUY BELLO....ME ENCANTÓ..!!

    SALUDOS..

    SERGIO

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  3. Olá Maria!

    Sendo da Florbela o poema, difícil seria que não fosse muito lindo, repleto de sensibilidade, mas também repassado pela nostalgia e tristeza - fruto do que foi a sua vida.

    Beijinhos.
    Vitor

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  4. Maria: lindo poema so podia ser de uma mulher com a Florbela Espanca.
    Beijos
    Santa Cruz

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  5. "Levaste-me a minh’alma apaixonada"

    Amo Florbela Espanca

    Um beijo

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  6. Florbela Espanca é intemporal e fica bem neste começo de outono.

    Beijinhos

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  7. Parabéns pela excelente poesia!
    Abraços fraterno em seu coração, um ótimo dia!

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  8. Querida amiga, lindo poema, como todos de Florbela. Beijocas

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  9. Olá Maria!

    Poema sublime...Florbela Espanca.Parabéns pela escolha!!!
    Beijinhos de carinho e amizade,
    Lourenço

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  10. Olá Maria! Eis que nos brinda com um belo poema da Florbela. Linda escolha. Maravilha.

    Beijos,

    Furtado.

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  11. Sem duvida para quem não sabe de blogs está de parabens. Gostei na parte que me toca de ver. Embora a côr para mim é meramente ilusão, mas thats the way we are.
    Parabens

    Carlos

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  12. Adorei, sobretudo os últimos dois versos: "Que venha aquecer-se ao brando lume/
    Dos meus olhos que morrem de saudade."!

    Gosto do seu espaço, Maria. É «mágico»!

    Saudações poéticas,
    Isabel Montes

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  13. Para onde foram as minhas ilusões
    Para onde caminharam os meus passos
    Porque tantos tencionam em me deter
    E não sentem a força dos meus abraços

    Lamento quando o sol está encoberto
    E as nuvens vão cobrindo o céu azul
    Maldigo os ventos errantes
    Que me impedem de olhar para o sul

    O mar está perdendo o sabor do sal
    As baleias já partiram para outras margens
    Neste rio vão correndo as suas águas
    Esvoaçam garças brancas nas aragens


    beijinhos de luz e paz

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  14. Oi Maria paz para todos, eu adoro Florbela , o soneto é lindo,tudo de bom para vc e familia, abraços Celina.

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  15. SELINHO PRÁ VOCE!! PEGUE AQUI!!
    http://ocantinhopoetico.blogspot.com/

    Beijos Meussssssssss**************M@ria

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