quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Preservar a vida Animal - Baleia Cachalote

A história da Vida na Terra é uma história de extinções, estas extinções naturais ocorrem, no entanto, ao longo de períodos relativamente longos, permitindo a evolução de novas formas de vida. Muitos animais evoluíram e depois extinguiram-se e o seu lugar na natureza é então ocupado por outro grupo de animais. Isto não é o que acontece na actualidade, com a ajuda do Homem!


Penso que é importante ir sempre “passando” a mensagem da importância de preservarmos a Natureza, a vida selvagem, o ambiente, “O nosso magnifico Planeta”.

A extinção é o desaparecimento irreversível de espécies e acontece quando o último animal de uma determinada espécie morre.

Hoje: Baleia Cachalote


Nome Científico: Physeter macrocephalus
Ordem: Cetácea
Família: balaenopteridae


Distribuição e Habitat :
Os cachalotes podem ser encontrados em todos os oceanos do mundo, evitando contudo as águas mais frias, junto dos círculos polares. Prefere águas profundas e límpidas, já que nos seus mergulhos em busca de comida gosta de descer a grandes profundidades por longos períodos. Os cachalotes são vistos com relativa facilidade nos Açores devido à proximidade da costa de zonas de grande profundidade, onde se alimentam.


Identificação:
O cachalote é a maior das baleias com dentes bem como o maior animal com dentes actualmente existente. O nome "cachalote" deriva do termo gascão "cachau" que significa "grandes dentes" em alusão aos dentes cónicos de grande dimensão que esta espécie possui. O nome inglês "sperm-whale" teve origem na crença dos antigos baleeiros que, erroneamente, pensavam que a substância característica da cabeça dos cachalotes (espermacete) era o esperma destes animais. Esta confusão não durou muito tempo, mas o nome permaneceu. os machos adultos atingem tamanhos médios entre os 13 e 18 metros enquanto as fêmeas têm em média 10-12 metros. A sua cabeça, que alberga espermacete, pode representar um terço do comprimento total do animal.



Espermacete e âmbar cinza
O espermacete é um substância cerosa encontrada na cabeça do cachalote, sendo uma das funções deste orgão, servir como órgão de mergulho ou de flutuação. Antes do início de um mergulho, é aspirada água fria que passa pelo órgão do espermacete provocando a solidificação da cera. O aumento do peso específico gera uma força descendente (equivalente a 40 kg) permitindo que a baleia possa submergir sem esforço. Durante a perseguição das presas a grande profundidade (mais de 2 000 metros) o oxigénio armazenado é consumido e o calor produzido derrete o espermacete, o que permitirá a ascensão mais fácil do cachalote. Aparentemente também está relacionada com a utilização de sons (ecolocalização) para sondar o meio onde vivem, auxiliando na orientação e também na identificação e captura de presas.


O âmbar cinza é uma concreção muito odorífera que se encontra no intestino de cerca de 5% dos indivíduos desta espécie, em quantidades que geralmente não ultrapassam os 10 kg. Coloca-se a hipótese de os bicos afiados dos cefalópodes ingeridos e alojados no intestino do cachalote poderem levar à produção do âmbar cinza, de modo análogo à formação das pérolas. É uma substância muito apreciada como espasmolítico e fixador de perfumes.


Recordes mundiais do cachalote
O cachalote é detentor de alguns recordes do mundo natural:
1. Maior mamífero com dentes que se conhece, vivo ou extinto..
2. Maior cérebro entre todas as espécies vivas da Terra, com um peso médio de 7 kg sendo conhecidos espécimes com cérebro pesando 9 kg.
3. Maior carnívoro da Terra.
4. Mergulho mais profundo entre todos os mamíferos, a cerca de 2 200 metros, podendo suster a respiração por aproximadamente duas horas.
5. Animal mais ruidoso do mundo. Os sons produzidos pelo cachalote têm uma intensidade que excede os 230 dB.


Hábitos e Alimentação:
Os cachalotes dispendem 3/4 da vida em actividade alimentar, em busca de presas que são constituídas sobretudo por cefalópodes (polvos, potas e
lulas). Estes animais conseguem mergulhar a mais de 2000 m de profundidade, para capturar as presas, e podem permanecer imersos por períodos médios de trinta a sessenta minutos, mas há registos de mergulhos com cerca de noventa minutos.


Reprodução:
Pensa-se que o acasalamento dos cachalotes ocorra principalmente na Primavera, embora esta época possa ser dilatada durante o Verão. No hemisfério Norte este período deverá variar entre Março-Abril e Maio-Junho. As épocas de nascimento, no hemisfério Norte, deverão distribuir-se entre Maio a Novembro, com máximos de Julho a Setembro. Não há evidência de áreas discretas de acasalamento ou nascimentos, mas nos Açores já foram vistas várias crias recém nascidas. As crias nascem com cerca de 4 metros e pesam entre 900 Kg e uma tonelada. Tal como um mamífero típico, os cachalotes amamentam as suas crias. Na zona abdominal, de cada lado da fenda genital, as fêmeas possuem duas fendas mamárias onde estão alojados os mamilos. Para mamar, a cria estimula o mamilo materno e alimenta-se do leite que sai em jacto.


Quando têm por volta de um ano, elas começam a ingerir alimentos sólidos, mas podem continuar a mamar até os quatro ou cinco anos. Uma vez que não podem mergulhar às mesmas profundidades e durante o mesmo tempo que os adultos, as crias permanecem perto da superfície. Alguns estudos indicam que em grupos com crias os mergulhos dos cachalotes são descoordenados, de forma a que esteja quase sempre presente um adulto ou juvenil à superfície ao mesmo tempo que as crias.
Os machos tornam-se sexualmente activos entre os 18 e 20 anos (12 a 13 m), mas continuam a crescer até os quarenta. Já as fêmeas tornam-se sexualmente maturas entre os 4 e 9 anos de idade (8 a 9 m).


Estatuto de conservação e principais ameaças:
Apesar de a baleação com navios-fábrica ter sido proibida em 1979, a ameaça humana ao cachalote não desapareceu. O Japão adicionou o cachalote às espécies de cetáceos caçadas ao abrigo de baleação científica. Os produtos obtidos desta baleação científica acabam por ser vendidos em mercado aberto no Japão, país em que a carne de baleia é muito apreciada. Outras ameaças são as colisões com grandes embarcações, a prisão em redes de pesca, ingestão de resíduos sólidos como plásticos, derrames de hidrocarbonetos, despejo de resíduos industriais e a poluição sonora oriunda de operações de prospecção sísmica, sonares e tráfego naval.



Apesar de o cachalote ter sido caçado durante vários séculos pela sua carne, óleo e espermacete, as perspectivas sobre a conservação desta espécie são melhores que as de muitas outras baleias. Apesar de ocorrer caça em pequena escala em Lamalera na Indonésia, São Vicente e Granadinas, Santa Lúcia e de o Japão ter adicionado o cachalote às espécies de cetáceos caçadas ao abrigo da baleação científica, a espécie encontra-se protegida em quase todo o mundo. Os pescadores não capturam as espécies de mar profundo de que os cachalotes se alimentam e os mares profundos provavelmente serão mais resistentes à poluição do que as zonas superficiais.
No entanto, a recuperação dos anos da baleação é um processo lento, particularmente no Oceano Pacífico Sul, onde a redução do número de machos em idade de procriação foi muito acentuada.

Fonte: Wikipédia; Naturfoto; National Geografic; outros net



Há que compreender a importância de cada organismo na complexa e maravilhosa teia da Vida na Terra e Nunca nos devemos esquecer que A extinção é para sempre!

10 comentários:

  1. Bom dia
    Mais uma história de cultura geral que gostei de ler e que faz parte do nosso conhecimento geral.

    ResponderEliminar
  2. hola MARIA,

    "Há que compreender a importância de cada organismo na complexa e maravilhosa teia da Vida na Terra e Nunca nos devemos esquece"

    E VERDADE!

    Obrigado por dizer e compartir
    beijos

    ResponderEliminar
  3. Minha Querida
    Que imagens tão bonitas e explicação exaustiva e interessante. Belo trabalho!
    As pessoas não entendem que vivem no mesmo planeta de todas estas espécies que vão desaparecendo... pensam que é lá noutro planeta!
    Talvez um dia, quando acorderam, seja tarde demias...
    Beijocas amigas
    Graça

    ResponderEliminar
  4. *
    Seus netos vão te
    perguntar em poucos anos
    Pelas baleias
    que cruzavam oceanos
    Que eles viram
    em velhos livros
    Ou nos filmes
    dos arquivos
    Dos programas
    vespertinos de televisão,
    ,
    in-roberto carlos,
    ,
    marés de bem-hajas,
    deixo,
    ,
    *

    ResponderEliminar
  5. Devemos compreender que dependemos uns dos outros neste Planeta que todas as espécies são importantes, e que quando uma se extingue é porque algo de muito errado aconteceu, e esse erro é sempre causado pelo ser que se diz “ pensante e humano”, imagine se não fosse!
    bjs.
    http://pinturaartesanato.blogspot.com

    ResponderEliminar
  6. O amor eterno é o amor impossível.
    Os amores possíveis começam a morrer
    no dia em que se concretizam.

    Eça de Queiroz

    Saudações Poéticas!! M@ria!

    ResponderEliminar
  7. Além de ser um post cultural, alerta para a extinção. Um problema tão sério, pois é para sempre! Mais uma vez, minha querida e brilhante Maria, parabéns!
    Beijos! Muuuuitos!

    ResponderEliminar
  8. Maria, infelizmente o homem destrói muitas coisas, e depois vivem reclamando das consequências...
    É lamentável o quanto estamos a destruir nosso planeta, fazendo assim extinguir muitos animais...

    Parabéns pelo alerta...

    PAZ & BEM!!!

    ResponderEliminar
  9. Cultura, conhecimentos gerais nunca será demais
    São animais maravilhosos que talvez num futuro
    muito próximo não os tenhamos mais.

    ResponderEliminar
  10. Maria:
    Essa destruição em todos os setores da natureza que o homem vem causando é preocupante. Os seres humanos estão sem limites. Em cada lugar do planeta vê-se uma perda reversível ou não, mas uma perda. Estamos na era do cada um por si, do materialismo violento, do levar vantagem.
    As catástrofes já não causam mais emoção, e quando causam duram menos que o mergulho do Cachalote.
    Parabéns pela postagem, e por dividir sua cultura geral, muito boa com amigos.
    Beijos,
    Léah

    ResponderEliminar

“Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós” (Antoine de Saint-Exupery).

Obrigado pela sua visita e pelo carinho que demonstrou, ao dispensar um pouco do seu tempo, deixando aqui no meu humilde cantinho, um pouco de si através da sua mensagem.