terça-feira, 17 de agosto de 2010

Caminhos


Para quê, caminhos do mundo,
Me atraís? — Se eu sei bem já
Que voltarei donde parto,
Por qualquer lado que vá.

Pra quê? — Se a Terra é redonda;
E, sempre, tem de cumprir-se
A sina daquela onda
Que parece vai sumir-se,

Mas que volta, bem mais débil,
Ao meio do lago, onde
A mãe, gota d'água flébil,
Há muito tempo se esconde.

Pra quê? — Se a folha viçosa
Na Primavera, feliz,
Amanhã será, gostosa,
Alimento da raiz.

Pra quê, caminhos do mundo?
Pra quê, andanças sem Fim?
Se todo o sonho profundo
Deste Mundo e do Outro-Mundo,
Não está neles, mas em mim.

Francisco Bugalho


13 comentários:

  1. Mais um poema com brilho para meditar em silêncio.
    Tudo nasce e tudo morre numa renovação constante.
    O Grande Obreiro nos oferece um presente em cada dia para vivermos correctamente.
    As nossas ilusões são contrárias a estes pensamentos e passamos a vida correndo como se quiséssemos guardar o passado para garantir o futuro. Na vida futura não precisamos de nada.
    Levaremos paz e silêncio.

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  2. Espetacular poema que nos faz meditar...Lindo!beijos e um dia cheio de coisas boas e caminhos legais pra percorrer...chica

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  3. Que beleza de versos...
    Doce dia pra ti amiga... beijinhos...
    Valéria

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  4. Minha querida amiga
    Como sempre um belo poema e o cuidado de belas imagens, adorei.

    Beijinhos com carinho
    Sonhadora

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  5. Querida amiga, lindo poema nos leva a reflexão, imagens sempre maravilhosas.Beijocas

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  6. Ola Maria: Mais um lindo poema, um poema que serve para nós fazer uma reflexão dos caminhos da nossa Vida.
    Um beijo
    Santa Cruz

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  7. Maravilhoso poema reflexivo... passei bons momentos partilhando comigo mesmo...

    PAZ & BEM!!!

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  8. Lindíssimos este caminho de ,Francisco Bugalho.

    Lindissima escolha.

    Abraço.

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  9. Linda poesia, maria tudo de bom para vc, obrigada por nos mostrar tanta beleza, um abraço carinhoso. Celina

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  10. Olá Maria!

    Pertinente a interogação: porque haveremos nós de sentirmo-nos atraídos por aquilo que está longe e não conhecemos, se o essencial da nossa vida, esse está dentro de nós; se, afinal já sabemos tudo...
    Mas, ainda assim, sabendo tudo isto, sabendo tudo, afinal queremos sempre saber mais, porque, no fundo, queremos sempre saber mais, e nunca sabemos tudo...

    Beijinhos.
    Vitor

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  11. Amiga Maria puseste-me a reflectir mais uma vez.De facto,porque procurar fora,aquilo que está dentro de nós.E tão breve é a vida.Abraço grande.

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  12. Todas as nossas palavras serão inúteis se não brotarem do fundo do coração. As palavras que não dão luz aumentam a escuridão.

    É fácil amar os que estão longe. Mas nem sempre é fácil amar os que vivem ao nosso lado.

    Madre Teresa de Calcutá

    Bons sonhos e beijos meus!! M@ria

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“Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós” (Antoine de Saint-Exupery).

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