segunda-feira, 14 de junho de 2010

Animais em vias de extinção - ELEFANTE


A história da Vida na Terra é uma história de extinções, estas extinções naturais ocorrem, no entanto, ao longo de períodos relativamente longos, permitindo a evolução de novas formas de vida. Muitos animais evoluíram e depois extinguiram-se e o seu lugar na natureza é então ocupado por outro grupo de animais. Isto não é o que acontece na actualidade, com a ajuda do Homem!


Penso que é importante ir sempre “passando” a mensagem da importância de preservarmos a Natureza, a vida selvagem, o ambiente, “O nosso magnifico Planeta”.

Dentro deste contexto, vou falar aqui no meu “cantinho”, sobre animais que se encontram em Vias de Extinção.

A extinção é o desaparecimento irreversível de espécies e acontece quando o último animal de uma determinada espécie morre.

Hoje: Elefante-africano-de-savana




Nome Científico: Loxodonta africana
Ordem: PROBOSCIDEA
Família: Elephantidae





Distribuição e Habitat :

O Elefante é o maior e o mais imponente dos habitantes da selva, encontram-se em quase toda a África, principalmente em savanas.

Identificação:
O elefante-africano-de-savana é o maior animal terrestre. Incluindo tromba, mede cerca de 6 a 7,5 metros de comprimento. Só a tromba pode medir cerca de 150 cm. Já de altura mede cerca de 2,2 a 3,7 metros ao garrote e pode atingir os 7500 kg. O dorso é côncavo, com forma de sela. As orelhas são muito grandes, com o bordo posterior arredondado. Os elefantes abanam-nas para facilitar o arrefecimento corporal ou quando são importunados. O lábio superior e o nariz formam a tromba muito enrugada. Esta é usada para cheirar, manusear objectos, recolher alimentos e água e ainda para defesa, ataque ou demonstrações de afecto. Os sentidos da audição e do olfacto estão bem desenvolvidos. A pele grossa, com pêlos escassos, é muito sensível e, por isso, é molhada constantemente e esfregada com terra. As patas anteriores têm quatro unhas e as posteriores três.



Hábitos:
Procuram alimento de manhã, ao final do dia e durante a noite. Repousam no meio da vegetação durante as horas mais quentes do dia. Deslocam-se grandes distâncias para procurar alimento e água.



Podem causar danos consideráveis na vegetação dos locais por onde vão passando, pois são caprichosos, derrubando as árvores só para comer os ramos mais novos. São animais que vivem normalmente em grupos familiares de fêmeas e crias geralmente com 10 a 30 indivíduos, que apresentam ligações muito fortes entre si e um comportamento cooperativo, especialmente no que se refere às crias. O grupo é conduzido pela fêmea mais velha, a matriarca, que detém os conhecimentos sociais do grupo e das características do meio. Esta tem uma influência decisiva sobre o comportamento dos restantes elementos do grupo: se ela atacar um ofensor, os outros elementos do grupo aguardam o desenlace; se esta fugir, todos fogem. Os machos, por outro lado, têm tendência para viver sozinhos ou em pequenos grupos temporários. Neste caso, se forem atacados e tiverem de fugir, fazem-no cada um por si.



Alimentação:
Alimentam-se de folhas, rebentos, frutos e casca de árvores, bem como de raízes e da folhagem de arbustos. Bebem, diariamente, cerca de 200 litros de água e ingerem perto de 150 a 300 kg de matéria vegetal.


Reprodução:
Os machos juntam-se às fêmeas quando alguma destas está no cio. As fêmeas têm o cio apenas durante alguns dias, na segunda metade da estação das chuvas e nos primeiros meses da estação seca.



Fazem chamamentos subsónicos, pelo que os machos podem percorrer longas distâncias por dia para encontrar fêmeas reprodutoras. Ao localizá-las os machos ainda terão de competir, vencendo, geralmente, o maior e mais forte.


A gestação dura 22 meses, nascendo uma cria, por vezes duas. O parto pode ser assistido por outras fêmeas. As crias são amamentadas no máximo até aos dois anos de idade. Atingem a maturidade sexual entre os oito e os doze anos de idade.
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Estatuto de conservação e principais ameaças:
É uma espécie em perigo (segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza). Pertence ao Ap. I da CITES. Está muito ameaçada pela destruição do habitat (aumento de terras cultiváveis) e pela caça para obtenção do marfim e da carne, que, em alguns locais da floresta equatorial do Congo, chega a valer mais do que o marfim. Actualmente, a sua conservação só é possível em parques naturais, em função da quantidade de alimento disponível e de uma gestão rigorosa.


Há que compreender a importância de cada organismo na complexa e maravilhosa teia da Vida na Terra e Nunca nos devemos esquecer que A extinção é para sempre


“A Terra provê o suficiente para as necessidades de todos os homens, mas não para a voracidade de todos.” (Mahatma Gandi) .

3 comentários:

  1. "A terra prevê alimentos suficientes para todos"

    Esta foi a maior afirmação de todo o artigo. É a ganância de alguns que provoca a fome de muitos.

    O respeito pelo nosso planeta deverá ser um alerta constante em relação à vida animal como à vegetal.

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  2. Maria querida, é sempre muito importante todo alerta que se faça, no sentido de se evitar a extinção da flora e da fauna, no caso do post...dos elefantes... animais tão fascinantes!
    É preciso cuidar e proteger a Natureza.

    Tenha uma encantadora semana!
    Beijos
    Valéria

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  3. Sempre com interesse , seus temas...

    Toca-me bastante, o desespero perante
    a morte de um elemente do 'bando'.

    Beijo

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“Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós” (Antoine de Saint-Exupery).

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