quarta-feira, 7 de abril de 2010

Mozart um génio da música


M o z a r t (1756-1791) - Um dos mais fantásticos músicos da história


Wolfgang Amadeus Mozart nasceu em Salzburgo uma cidade na Áustria localizada pertos dos Alpes a 27 de Janeiro de 1756.



O seu nome de baptismo era Johannes Chrisostomus Wolfgang Theophilus Mozart. Mas posteriormente, trocou o prenome Theophilus para Amadeus. Foi o último dos 7 filhos de Leopold Mozart e Anna Maria Pertl Mozart.




Dos sete filhos de Anna Maria Pertl e Johan Georg Leopold Mozart, sobreviveram apenas Wolfgang e sua irmã, quatro anos mais velha, Maria Anna Walpurga Ignatia, apelidada de Nannerl.



O seu pai era um famoso músico conhecido por toda Áustria e Europa, tendo o cargo de compositor de câmara e mestre-capela do príncipe-arcebispo de Salzburg, e cedo percebeu o seu talento. Ensinou-o a ler e escrever, para além de o ensinar a tocar, cravo, órgão e violino. Mozart foi uma criança prodígio, aos três anos já conseguia tirar melodias do cravo, e chorava quando alguém tocava alto demais ou de forma muito discordante.



Aos quatro anos já tocava violino e cravo de forma tão fluente quanto uma criança com o triplo da sua idade e o triplo de tempo de estudos musicais. Com cinco anos de idade começou a compor minuetos para cravo e pequenas composições para dois pianos, destinadas a serem interpretadas conjuntamente com sua irmã, Maria Anna Mozart, conhecida por Nannerl.



A segurança e destreza de Nannerl impressionavam, mas a perseverança e criatividade do irmão mais novo exaltavam também os amigos músicos da familia. Mozart passava horas a fio, sozinho, exercitando cravo. Era o seu brinquedo principal, ao que se juntaram o órgão, piano e violino. Sendo já uma sensação em Salzburg, o pai orgulhoso organizou a primeira grande viagem musical da família. No dia 12 de Janeiro de 1762, o menino prodígio e a sua talentosa irmã foram levados a Munique.

Mozart havia evoluído tanto no cravo que já superava a sua irmã Nannerl, além disso, o facto de ele ser uma criança e tocar as suas próprias composições impressionava mais o público. Por isso a irmã foi gradativamente ficando em segundo plano.

Em Munique Mozart e a irmã tocaram para o príncipe Maximilian Joseph III da Bavária e para uma plateia selecta com a mais alta camada da aristocracia. Causaram uma óptima impressão nessa plateia elitista. Mozart e a irmã formaram um dueto de alta qualidade.



O sucesso perante a nobreza da cidade determinou a ida ao centro mais cobiçado pelos músicos de então: A corte de Viena que era, na época, o centro político, cultural e económico da Áustria.
Em Viena, o coração musical da Europa, Mozart e a irmã tocaram para o Imperador Francisco I e para a sua esposa a Imperatriz Maria Theresia, deixando ambos maravilhados.



Após a sua apresentação, Mozart subiu no colo da imperatriz Maria Theresia, abraçou-a e delicadamente beijou-a no rosto, perguntando se ela o amava (aliás, dizem que Mozart enquanto criança tinha como costume perguntar a rainhas e damas da corte se elas o amavam). A imperatriz, derretida com esse acto de doçura e espontaneidade, presenteou Mozart com um casaco enfeitado com tranças de ouro, que Mozart guardou para sempre em sua memória e coração.



No final de 1762 os Mozart deixaram Viena, chegando a Salzburgo em 5 de Janeiro de 1763.
No Verão desse ano, Mozart acompanhado pela irmã e pelo pai, fazem uma grande viagem por diversos países, no meio da qual o jovem músico faz o seu primeiro concerto público, em Augsburgo (Alemanha), cidade natal de Leopold Mozart.

A 10 de Março de 1764 Mozart e Nannerl deram o seu primeiro concerto em Paris, no teatro particular de M. Félix. Foi um grande sucesso.
Em Abril tocaram diante da corte do Rei George III. O Rei e a Rainha ficaram encantados com os Mozart, e esta boa circunstância tornou os concertos públicos dos Mozart no final de Maio e no início de Junho grandes sucessos.

Em Londres, Mozart conheceu Johann Christian Bach, último filho de Johann Sebastian Bach, que exerceria grande influência nas suas primeiras obras.



Esta infância cheia de viagens, teve uma forte influência sobre sua personalidade. Alegre e encantador, Mozart ficava a vontade logo após ser apresentado a alguém, entretanto, achava muito difícil formar amizades mais duradouras e profundas.

Aos 10 anos, Wolfgang era um dos mais respeitado "virtuoses" da Europa, tanto no piano como violino. Improvisava como um mestre maduro e regia as principais orquestras e corais das cortes. Além disso sabia cantar com uma linda voz infantil de contralto.

Em novembro de 1767, os Mozart regressaram à Salzburgo, tendo sido recebidos em 1978 na corte por Maria Theresia e Joseph II (que sucedera o seu pai Francis I Stephen, falecido em 1765).



No final de Dezembro de 1769 Mozart e Leopold chegam a Verona. O primeiro concerto de Mozart na Itália, realizou-se na Accademia Filarmonica de Verona.

Na sua visita a Roma em 1770 o Papa Clemente XIV ficou tão admirado com Wolfgang Amadeus que lhe concedeu, pela primeira vez a uma criança, a condecoração de cavaleiro da "Ordem da Espora Dourada".



Entre 1770 e 1773 visitou a Itália três vezes. Lá, compôs a ópera Mitridate, re di Ponto que obteve um êxito apreciável. A eleição, em 1772, do conde Hieronymus Colloredo como arcebispo de Salzburgo mudaria esta situação. A Sociedade da Corte vienense implicava com a origem burguesa e os modos de Mozart, e Colloredo não admitia que um mero empregado - que era o estatuto dos músicos, nessa época - passasse tanto tempo em viagens ao estrangeiro.

Entre 1772 e 1775 passa a receber salário pelas suas funções na Corte. Faz uma nova tournée por Itália. Escreve as suas primeiras sinfonias e o primeiro concerto para piano e orquestra.

O ano de 1778 não foi um dos melhores anos da vida de Mozart. A sua temporada em Paris é considerada uma catástrofe e juntamente com a decepção vinda da tournêe Parisiense a sua mãe que o acompanhava durante a temporada vem a falecer.

Em 1779, alguns meses após a morte de sua mãe, retornou à Salzburgo, assumindo o posto de organista da corte, compondo missas, sonatas de igreja, serenatas e outras obras, mas em 1781 veio o rompimento definitivo com o seu mecenas da Corte, Colloredo.



Em 1782 casa, contra a vontade do pai, com Constanze Weber. Constanze era irmã mais jovem de Aloisia Weber Lange, cantora lírica por quem Mozart se apaixonara poucos anos antes, desse casamento nasceram seis filhos, sendo que apenas dois deles sobreviveram.



O casamento de Mozart e Constanze nunca foi abençoado por Leopold que queria que o seu filho casasse com uma mulher de família nobre e de reputação inquestionável. Desde que Mozart anunciou o seu casamento, a sua relação com o pai foi cortada.


Todos os esforços feitos por ele para que o pai abençoasse a união e aceitasse a sua esposa foram em vão. Leopold nunca perdoou o filho por se ter casado sem o seu consentimento com uma senhora que vinha de uma família cuja reputação era duvidosa.

Talvez tenha sido por causa da sua genialidade ou por causa da sua natureza rebelde, que Mozart negou-se a compor simplesmente o material que era requisitado pela realeza, e sem patrono resolveu trabalhar com free-lance, sendo ele o primeiro artista a quebrar a tradição do músico ser nada mais do que um servente da realeza. A partir daí passa a viver do dinheiro recebido pela realização de concertos, da publicação das suas obras, e de aulas particulares, sendo pioneiro nessa tentativa autónoma de comercialização da sua obra.
O período entre 1781 e 1786 é um dos mais prolíficos da sua carreira, com óperas (Idomeneo - 1781, O Rapto do Serralho - 1782), as sonatas para piano, música de câmara (especialmente os seis quartetos de cordas dedicados a Haydn) e principalmente com uma deslumbrante sequência de concertos para piano.

Porém Mozart e a sua esposa estavam sempre numa situação financeira precária e a maioria do seu sustento vinha de empréstimos financeiros fornecidos por amigos do casal.


Em 1783, tinha então Mozart 27 anos de idade, o famoso Gemmingen, que conhecia o compositor, instala a sua própria Loja Maçónica em Viena e convida Mozart para se juntar a ela e aí exercer o ofício de Mestre da Harmonia. Em Novembro do ano seguinte, apresenta a sua candidatura à Loja Zur Wohlthätigkeit (Beneficência). Foi aí iniciado em 14 de Dezembro de 1784. A 7 de Janeiro de 1785 (apenas 24 dias depois da sua iniciação!), Mozart é, na Loja Zur wahren Eintracht (Verdadeira Concórdia), passado ao grau de Companheiro. A 13 de Janeiro (6 dias depois da passagem a Companheiro, 30 dias depois da sua Iniciação!), Mozart é elevado ao grau de Mestre.

Em 1786, compõe a primeira ópera em que contou com a colaboração de Lorenzo da Ponte: As bodas de Fígaro. A ópera fracassa em Viena, mas faz um sucesso tão grande em Praga que Mozart recebe uma encomenda de uma nova ópera. Esta seria Don Giovanni, considerada por muitos a sua obra-prima. Mais uma vez, a obra não foi bem recebida em Viena. Mozart ainda escreveria Così fan tutte, com libreto de Da Ponte, em 1789 (que seria a última colaboração de Lorenzo da Ponte).

O seu instrumento preferido era a viola, que ele tocava admiravelmente em música de câmara com os seus amigos, entre os quais, Haydn.



A partir de 1786 a sua popularidade começou a diminuir junto do público vienense, o que agravaria a sua condição financeira. Isso não o impediu de continuar compondo obras-primas.

Em 28 Maio de 1787 morre o seu pai, Leopold Mozart em Salzburgo.

Nos últimos anos de sua vida, apesar de terem sido extremamente ricos no que se refere a criação musical, sofreu muitíssimo devido a problemas financeiros, à precariedade da sua saúde e da sua esposa Constanze; aliados a uma crescente preocupação do compositor em relação à sinceridade do amor que esta lhe dedicava e à crescente frustração com o não reconhecimento.
Em 1791 compõe as suas duas últimas óperas: A Flauta Mágica (Die Zauberflöte) e A Clemência de Tito, seu último concerto para piano: K.595 em si bemol maior e o belo Concerto para clarinete em lá maior K.622.

Na primavera desse ano, recebeu a visita de um misterioso personagem (que mais tarde foi identificado como sendo o mordomo do conde Franz von Walsegg) que o incumbiu de compor uma missa Requiem K.626.
Em 4 de Dezembro de 1791 o seu estado de saúde piorou. Pediu à sua esposa e seu aluno Süssmayer que cantassem o seu Réquiem. Quando chegaram ao "Lacrymosa", a partitura escapou das mãos do compositor. Horas depois, â uma da manhã de 5 de Dezembro de 1791, aos 35 anos de idade, Wolfgang Amadeus Mozart morria sem ter terminado o Requiem.


A morte de Mozart ainda é um assunto controverso: muitas pessoas dizem que a sua morte foi repentina, enquanto outras afirmam que Mozart estava ciente de que sua saúde estava deteriorando-se rápidamente. A causa da morte também não é clara, com teorias sobre envenenamento por mercúrio ou febre reumática.

No dia 6 de Dezembro ao amanhecer, o caixão foi levado para o cemitério de Saint Marx, em Viena, sob forte chuva. A tempestade impediu os seus poucos amigos e mesmo a sua mulher de acompanhar o enterro, e não havia ninguém, além dos coveiros, no momento em que ele foi enterrado, tendo o caixão sido colocado numa vala comum. Quando Constanze foi tentar encontrar o túmulo do marido, ninguém sabia onde estava o caixão. Até hoje ninguém sabe onde está enterrado Wolfgang Amadeus Mozart. Foi erigido no cemiterio de Viena um grande mausoléu, onde se presta homenagem a um dos maiores génios musicais que já existiram na terra.




Durante os seus 35 anos de vida Mozart produziu mais de 600 trabalhos musicais documentados e provávelmente centenas de outros trabalhos ficaram guardados dentro da memória do compositor. Mostrou em muitos dos seus trabalhos, que podia escrever peças tão maravilhosas quer para os instrumentos, violino ou piano, quer para cantores líricos. Mozart foi um dos maiores compositores da história.



"A música é celeste, de natureza divina e de tal beleza que encanta a alma e a eleva acima da sua condição." (Aristóteles)


18 comentários:

  1. Adorei saber de tudo isso. A vida ás vezes não é nada justa, não é mesmo?
    Beijos
    Glória

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  2. Um grande génio que se perdeu muito cedo.

    Excelente homenagem a um homem cuja música ainda hoje é recordada e lembrada, mais do que sucede com qualquer outro compositor.
    As suas músicas permanecem facilmente na memória de todos, pois são simples, atractivas e duma beleza singular.

    Um grande artigo, uma homenagem justa a um grande homem.

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  3. Maria, que post maravilhoso...quanta cultura...
    Mozart, que genialidade...que dom maravilhoso...
    mesmo assim, como todos nesta vida, teve seus problemas e provas.
    Beijos...

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  4. Que vida tumultuada e incompreendida não é amiga?
    Grandes obras nos deixou o "Gênio da Música".
    Um grande abraço! Um ótimo dia.

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  5. Parabéns!!! Pela beleza e criatividade do seu Blog. Maravilhoso!!!
    É sempre lindo e importante que as pessoas todas se unam, se deem as mãos, somem os esforços, e, juntas, consigam o que sozinhas, jamais alcançariam... Vamos instituir uma via de mão dupla objetivando a construção de mundo melhor.
    Faça-nos uma Blogvisita que corresponderemos com a formatação de um feedback positivo onde todos caminharemos no sentido da verdadeira luz...
    João Sávio

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  6. Adorei este blog pela exposição criativa deste génio da música. Bem narrada a sua cronologia e muitussimo bem documentada. Parabens!
    Beijo
    Graça

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  7. Belíssima homenagem ao eterno gênio da música de todos os tempos.
    Cadinho RoCo

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  8. Olá Maria,
    Obrigada por sua visita.
    Vim aqui e me encatenei, cultura...quanto mais melhor, belíssima e riquíssima postagm.
    Estarei te seguindo!
    Um beijo
    Mari

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  9. Boa noite amiga.
    Linda postagem.
    Vc me parece uma mulher de um bom gosto invejável sabia!!!
    Parabénssssssssssssssssss.
    Beijokas.

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  10. Nossa! Parabéns pelo post: completíssimo, amiga!

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  11. Excelente, o trabalho aqui produzido!

    Apreciei muito.


    Bjs

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  12. Olá Maria,
    Bonita homenagem a um dos grandes músicos, de sempre,e que no final da sua vida foi bastante atribulada.
    Maria sobre o pedido que faz lá no meu blog, pode publicar o que quiser, até fico muito honrado com o seu pedido.

    Um beijinho grande,
    José.

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  13. Maria, menina querida, só através de ti para sabermos de tudo isso.

    Estava com saudades de você. Venha quando puder, tomar um cafezinho conosco.

    Bjs do teu amigo.....

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  14. MARIA, MOZART É O PRINCÍPIO DA GENIALIDADE DA MÚSICA,DA POESIA E DA INSPIRAÇÃO DIVINA.
    bELÍSSIMO POST,AMEI!
    AQUI NO RIO,SOB AS ÁGUA ESTAMOS,COM CHUVA INCLEMENTE E INCESSANTE,COM TRAGÉDIAS SUCESSIVAS ENTRE OS DESVALIDOS UMA COMUNIDADE INTEIRA ,SOTERRADA FOI CERCA DE DUZENTAS´PESSOAS,SOB A LAMA ESTÃO,A PARTE MÃES E FILHOS MORTOS ABRAÇADOS,DAS ÁGUAS RETIRADOS!

    VIVA LA VIDA

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  15. Agradecendo o carinho da sua visita.

    "... Farei o possível para não amar demais
    as pessoas, sobretudo por causa das pessoas.
    Às vezes o amor que se dá pesa, quase como
    responsabilidade na pessoa que o recebe.
    Eu tenho essa tendência geral para exagerar,
    e resolvi tentar não exigir dos outros senão
    o mínimo. É uma forma de paz..."

    (Clarice Lispector)


    Um abraço amigo prá voce!!

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  16. jentee vocs sabem a musica DO mozart uma la de criança alguma coisa assim, suver me fala ainda hj por favor se puder agora por favor eu tou participando do DNA desafio nacional academico
    por favor fala ai!
    Obrigadooooooooooooooooo
    Beijãão

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  17. Ainda hoje,quando ouço O CONFUTATIS MALEDICTIS e a LACRIMOSA, que são partes da obra do REQUIEM, emociono-me. A música parece vir do outro mundo! Mozart era um anjo da música, vivendo na terra. Partiu cedo,mas DEUS CHAMA CEDO AQUELES QUE AMA! Um grande abraço para todos.

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  18. Ainda hoje, quando ouço o Confutatis Maledictis, e a Lacrimosa, que são partes do Requiem, emociono-me. O Som parece vir de outro mundo! Mozart era um Anjo Musical, enviado por Deus. Partiu cedo, mas Deus chama para perto de si aqueles que ama!

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