segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Ferias nos Açores




Este ano decidimos ir passar 1 semana de férias nos Açores, mais concretamente à Ilha de S. Miguel. Embora eu e o meu marido já tivéssemos visitado a Ilha, os meus filhos ainda não conheciam, por isso fizemos as malas e lá fomos nós.






Adorei lá voltar pois é um local espectacular.




Ficamos hospedados no Hotel Bahia Palace, situado na encosta junto à Baía d’Alto no concelho de Vila franca do Campo. É um hotel clássico, muito agradável, com um enquadramento paisagístico excelente, combinando a natureza e o mar.





Está a cerca de 100 metros de uma das melhores praias da ilha, a praia de Água d’Alto, uma praia com bandeira azul, vigiada, de areia fina e preta, numa bonita baia.







Na praia existe um bar com uma boa esplanada, que serve também refeições e com pessoal muito simpático. No Domingo que lá fomos jantar, havia música ao vivo o que foi muitíssimo agradável.






O hotel tem uns jardins encantadores, com imensas flores principalmente hortenses e um lago frontal à porta de entrada do hotel, que completa um quadro de harmonia com a natureza.







Nos jardins do hotel, existe uma pequena capela, construída no séc. XVII, denominada Ermida de Jesus, Maria e José.





O que os meus filhos mais gostaram (como em todos os locais) foi da piscina.





Os quartos à semelhança de todo o hotel, eram bastante espaçosos, confortáveis e com uma vista magnífica para o Oceano Atlântico.






Como para o meu Pedro é ainda um suplício, andar fechado num carro a visitar seja o que for, pois ele adora é correr e nadar, ou seja liberdade, deixamos apenas 1 dia para visitar a ilha. A nossa ideia inicial era alugar um carro, mas acabamos por fazer uma visita guiada através de uma empresa de turismo da região.





O motorista/guia era excelente, pois levou-nos aos locais certos e com a vantagem de nos ir elucidando sobre o que íamos e estávamos a ver e qual a história do local.




Fomos até ao cimo do Pico de Fogo, onde por entre as nuvens conseguimos ver cá em baixo a Lagoa de Fogo no interior da cratera de um vulcão extinto.





A próxima paragem foi no Miradouro da Bela Vista, continuando depois para Caldeira Velha, um local fabuloso no meio de uma vegetação exuberante, aqui uma nascente de água termal corre em cascata para uma piscina natural, onde se pode tomar um banho de água quente férrea.







O Pedro bem queria ir tomar um banhinho, mas isso não estava programado e como havia outro casal connosco a fazer o percurso, não foi possível, tendo o meu rapaz ficado muito triste (uma desvantagem de não alugar carro).






Seguimos depois na direcção de Ribeira Grande onde podemos observar a Ponte dos 7 arcos, que constitui um dos ex-libris da cidade da Ribeira Grande, tendo sido edificada no século XIX.








Passamos por Ribeira Seca tendo parado no Miradouro de Stª Iria.





De seguida fomos visitar a fábrica de chá Gorreana. Esta existe desde 1883, produz três tipos de chá preto, chá de laranja e o mais apreciado pela minha família o chá verde. O Pedro animou um pouco, pois para além de podermos ver o processo de secagem e embalamento dos chás é possível prová-los e como ele adora chá gostou muito da visita.






Rumamos até ao Miradouro do Pico de Ferro e descemos em direcção às Furnas. Aqui visitamos o Vale das Furnas, que é atravessado por 2 ribeiras, com imensas fumarolas (caldeiras) de água quente e muitas nascentes termais. Numa dessas nascentes existem 2 bicas lado a lado, de uma corre água quente e logo ao lado na outra bica a água sai fria. Vi que uma das caldeiras era utilizada para cozer maçarocas de milho que depois eram vendidas no local. É um sítio definitivamente fora do vulgar e que é obrigatório visitar.






Almoçamos o famoso cozido das furnas, que para quem não sabe é feito em buracos no chão e é cozido com o vapor da terra, levando entre 6 a 7 horas até estar pronto. É um sabor inigualável. São também tradicionais e exclusivos das Furnas, os bolos lêvedos que eu adorei.

Retomamos a viagem e paramos no Parque Terra Nostra. Este parque merece uma visita demorada, mas como estávamos condicionados a um determinado período de tempo disponível, não vi tudo o que gostaria.







É claro que já íamos preparados para dar um mergulho nas águas termais (bem quentinhas), da piscina natural que se encontra no parque. Aconselho a levar fatos de banho já velhos, pois as águas férreas deixam-nos todos amarelos.




Regressamos ao hotel, passando por Vila Franca do Campo. Daqui é possível ver o Ilhéu de Vila Franca que é desde 1993 uma reserva natural.






É uma Vila encantadora e ao entardecer ainda se torna mais bonita.




A utilização de um serviço de turismo para visitar a ilha tem, como tudo, vantagens e inconvenientes. Como inconveniente, é principalmente o estarmos condicionados a um programa já previamente definido, com horários a cumprir e não sendo os únicos passageiros, não há hipóteses de quebrar esse programa, embora o nosso motorista, volto a dizê-lo, era óptimo e sempre disponível para o que quiséssemos e os nossos colegas de viagem, um casal bem divertido e simpático. Como vantagem, não nos preocupamos com nada pois está tudo devidamente organizado.




No dia anterior ao da nossa partida, fomos a Ponta Delgada.




Gostei imenso da cidade, gostaria de salientar principalmente o largo do Infante D. Henrique, rodeado de casas construídas desde o Século XVII, as Portas da Cidade e a Igreja matriz.








Na avenida Infante D. Henrique, junto à Fortaleza de S. Brás, parte um autocarro de turismo que faz vários percursos espectaculares, tive pena de não saber antecipadamente da sua existência, pois teria feito um desses passeios.





Para quem vá a S. Miguel fica aqui a indicação do site da empresa responsável onde poderão ver as diferentes propostas que eles têm para oferecer: http://www.geo-fun.com/

E chegou o dia de partir...



Adoramos a nossa estadia e de certeza que havemos de lá voltar novamente. S.Miguel é uma ilha Maravilhosa pelas suas paisagens, onde se funde o verde da natureza com o azul do mar, pela sua gastronomia e pela simpatia dos seus habitantes. Vale a pena visitar.




“Pior que não terminar uma viagem é nunca partir”. Amyr Klink

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